Internacional

Imigrantes fazem protesto e boicote

Folhapress
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Washington - Num protesto batizado “Um Dia sem Imigrantes”, centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas das grandes cidades dos Estados Unidos, principalmente em Chicago, no Estado de Illinois, em Houston, no Texas, e em Los Angeles, na Califórnia. O chamado dos organizadores era para que essa fatia da população boicotasse as atividades econômicas do país por 24 horas. Em Chicago, que reuniu a maior manifestação, cerca de 400 mil pessoas foram às ruas, segundo a polícia local.

Em Washington, milhares se reuniram em frente ao Capitólio, sede do poder legislativo norte-americano, e parte dos restaurantes e bares de bairros como Adams Morgan permaneceu fechada. A idéia era fazer sentir o peso econômico dos imigrantes num momento em que o Senado norte-americano estuda propostas que podem endurecer a legislação a respeito da entrada de estrangeiros para trabalhar no país. Cerca de 12 milhões de ilegais vivem nos EUA, a maioria de mexicanos; deste total, 7,9 milhões trabalham e chegam a movimentar US$ 1,2 bilhão por dia.

A ação foi bem-sucedida apenas parcialmente. A face mais visível do comércio e da indústria não sofreu grandes paralisações. As empresas que pararam fizeram acordo prévio com os trabalhadores e consideraram a segunda como folga. O 1.º de Maio não é feriado nos EUA; o Dia do Trabalho é celebrado na segunda segunda-feira de setembro.

Em Las Vegas, os cassinos funcionaram com metade do pessoal. O mesmo ocorreu em algumas empresas da indústria alimentícia, como a Perdue Farms, de frango, e a Tyson Foods, de gado e suínos. “Conseguimos mostrar que, unidos, podemos forçar as mudanças na lei”, disse Julie Rodriguez, do Sindicato do dos Trabalhadores Agrícolas.

O Senado norte-americano trabalha na aprovação de uma lei proposta pelos senadores Ted Kennedy, democrata de Massachusetts, e John McCain, republicano do Arizona, que prevê que a segurança nas fronteiras do país seja reforçada, mas que os ilegais que já se encontram no país sejam beneficiados com uma espécie de “anistia”, embora nenhum dos partidos use a palavra.

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