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Cesta básica sobe em 15 Capitais

Folhapress
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Rio de Janeiro - O custo da cesta básica subiu em 15 das 16 Capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em abril, apesar da desaceleração da inflação no período. Segundo dados do Dieese, no mês passado, apenas a cesta de Brasília apresentou queda, de 2,52%. Nas demais Capitais, houve aumento, sendo que em cinco delas superior a 5%: Recife (7,15%), Florianópolis (6,70%), Curitiba (6,58%), Natal (6,56%) e Belém (5,37%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de abril, medido pelo Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda não foi divulgado. Mas o IPCA-15, que funciona como uma prévia do indicador utilizado para as metas de inflação do governo, recuou de 0,37% para 0,17% entre março e abril. Movimento que parece não ter se refletido nos itens básicos de alimentação. Isso porque o produto que mais influenciou a alta das cestas, segundo o Dieese, foi o tomate, item que tem empurrado para cima também os índices de inflação nas últimas semanas.

O tomate é um dos produtos cujo preço mais oscila ao longo do ano. Ou seja, em determinados momentos aparece entre as maiores baixas e muda de tendência em seguida, de acordo com a oferta. O levantamento do Dieese mostra que o tomate subiu em 15 Capitais no mês passado, com variações superiores a 50% em cinco delas: Florianópolis (97,20%), Rio de Janeiro (85,95%), Recife (85,56%), Curitiba (76,86%) e João Pessoa (57,29%).

A menor elevação ocorreu em Goiânia (18,55%) e a única queda foi apurada em Fortaleza (-2,00%). Também em cinco cidades, o custo dos gêneros essenciais superou, em abril, R$ 170,00: São Paulo (R$ 182,95), Rio de Janeiro (R$ 175,64), Curitiba (R$ 172,24), Porto Alegre (R$ 171,86) e Belo Horizonte (R$ 170,22). Assim como em março, o menor custo da cesta foi apurado em Fortaleza (R$ 126,99).

Salário mínimo

O salário mínimo do brasileiro deveria valer R$ 1.536,96 em abril, 4,39 vezes o valor atual, que é de R$ 350,00 deste o dia 1 do mês passado, segundo o Dieese. A avaliação do departamento é feita com base no maior custo apurado para o conjunto de gêneros essenciais e levando em consideração o “preceito constitucional que determina que o salário mínimo deve ser suficiente para a manutenção de uma família, suprindo suas necessidades com alimentação, moradia, transporte, vestuário, saúde, educação, higiene, lazer e previdência”.

Em abril, o maior custo da cesta básica foi apurado em São Paulo. A cesta do paulistano subiu 3,20% no mês passado e atingiu R$ 182,95. Em março, quando o mínimo equivalia a R$ 300,00 o salário mínimo necessário calculado pelo Dieese era de R$ 1.489,33, correspondendo a 4,96 vezes o valor de então.

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