Cultura

Clássicos americanos

Da Redação
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Um megaevento, com quase 12 horas de duração e muito rock’n’roll no Recinto Mello Moraes é o que promete a organização. O recheio, para melhorar o sábado, é a apresentação da banda americana Creedence Clearwater Revisited, que manda todos os sucessos que consagraram sua formação original, marcaram gerações e colocaram a banda no Rock’n’Roll Hall of Fame.

O evento deve começar às 16h e conta com nove bandas da região, selecionadas pela organização do evento entre mais de 100 grupos. Cada uma das bandas deve tocar por volta de uma hora, com repertório dividido entre sucessos do rock e pop rock e composições próprias. Os sete primeiros grupos (confira a lista no quadro abaixo) devem ocupar o palco B durante toda a tarde, até por volta de 21h30.

Nesse horário, sobe no palco principal a banda Aphocalipsy, que é uma das promotoras do evento. A seguir, o espaço é da principal atração da noite. Após o show do Creedence Clearwater Revisited, que deve ter cerca de duas horas, duas bandas locais continuam a noite de rock novamente no palco B.

De acordo com a organização do show, o Recinto Mello Moraes receberá, além dos dois palcos, estrutura da área VIP – em frente ao palco principal – e camarotes, tendas especiais para os motoclubes cadastrados, com visão privilegiada dos shows, área exclusiva para portadores de deficiência e base da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. O público contará ainda com segurança privada.

O evento tem apoio de Stop Restaurante, Chalé Hotel, Garcia Guindastes, Lume Light, Cerveja Crystal, Equipe 1 Eventos, Colégio e Faculdade Fênix, Rede Record, Jornal da Cidade e 96 FM. Realização: Aphocalipsy.

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De Nevada para o Hall da Fama

O Creedence Clearwater Revival surgiu em 1967, da formação das bandas Blue Velvets e The Golliwogs. Sob a liderança dos irmãos John Fogerty (vocal e guitarra) e Tom Fogerty (guitarra), Stuart Cook (baixo) e Doug Clifford (bateria) completavam o grupo que, inicialmente, tinha a proposta de tocar covers de rock e folk dos anos 1950. John tomou a frente nas composições e no vocal, levando ao lançamento do primeiro disco, em 1968.

A cover de “Susie Q”, de Dale Hawkins Swamp, colocou o Creedence no topo das paradas americanas e abriu caminho para as canções próprias, como o segundo sucesso, “I Put a Spell on You”. Em meio ao fenômeno das bandas inglesas, o grupo firmou-se nas paradas e, com os discos seguintes, “Bayou Country”, “Green River” e “Willy & the Poor Boys”, estouraram sucesso após sucesso: “Born on the Bayou”, “Proud Mary”, “Good Golly Miss Molly”, “Bad Moon Rising”, “Tombstone Shadow”, “Down on the Corner”, “Feeling Blue” e “Fortunate Son”.

“Pendulum”, lançado em 1970, coloca nas rádios a música que consagraria o CCR para sua geração e as futuras – “Have You Ever Seen the Rain”. Mas o sucesso extraordinário é ofuscado pela notícia de que Tom Fogerty havia abandonado a banda para seguir carreira-solo. O grupo lança ainda “Mardi Gras” antes de decretar seu fim em 1972. Todos os músicos participam do primeiro álbum solo de Tom Fogerty, “Zephyr National”, lançado em 1974. Ao mesmo tempo, seu irmão John também começa a articular seu relançamento na música.

Ambos seguem carreiras relativamente prolíficas durante as décadas de 70 e 80, mas com shows baseados especialmente nos incansáveis sucessos do Creedence. Tom Fogerty morreu em 1990, vítima de problemas respiratórios, e desde então John deu entrevistas dizendo que não via motivos para reunir-se com os integrantes originais após a morte do irmão.

Stuart Cock e Doug Clifford resolveram aceitar um convite para retomar os sucessos do CCR em 1995, lançando o Creedence Clearwater Revisited e o disco “Recollection”, com as canções mais conhecidas de sua histórica banda. Inicialmente planejada para tocar em eventos especiais, a banda tomou proporções gransiosas.

Desde então, a nova formação passou por todos os continentes e entrega justamente o que os fãs – aqueles, ainda da década de 1970, e os novos, que conheceram os sucessos do Creedence por meio de bandas cover – esperam: todos os hits, todos os suspiros e todo o rock’n’roll.

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