Hoje, o delegado de Araçatuba, sargento Luís Ricardo Delgado, lembra-se da época que foi atirador, em 1978. Ele já pensava em seguir carreira e a experiência serviu para dar mais segurança. “Tive vantagens em vários aspectos quando comecei a carreira militar porque já tinha a experiência de um atirador”, conta.
Uma das melhores lembranças que guarda da época foi a amizade. “Fiz vários amigos. Alguns ainda tenho contato, mas quero reencontrar todos”, diz.
Para isso, ele conseguiu o telefone e endereço daquele que foi seu instrutor, Perseu Pacheco, de São Manuel. “Vou contatá-lo para tentarmos reunir toda a turma que recebeu treinamento comigo”, orgulha-se.
O chefe da 3.ª Seção da 6.ª Circunscrição de Serviço Militar (CSM), capitão Elizeu Valezi, afirma que os anos de 1978 a 1985 – época em que foi instrutor do TG – foram os melhores da sua vida. “Cerca de 5 mil jovens receberam minha instrução. Obediência, responsabilidade e comando são exemplos de valores que os atiradores aprenderam”, conta.
Para ele, a importância da família e o respeito aos pais são certamente experiências que os jovens que passaram pelo TG guardarão para sempre.
“Não existe classe social. Os que chegam de chinelo e os de tênis de marca trocam as roupas por farda e botas. Todos são iguais. Esses valores são importantes para os jovens”, afirma o 2.º tenente Paulo Domingos Pereira.
Ele lembra-se de um rapaz rico que tornou amigo de um atirador mais carente. “Eles trocavam o turno de horário e fizeram amizade quando eram atiradores”, conta.
Amizade
Quando o relações-públicas e 2.º tenente da 6.ª CSM, Eurico Célio Tieppo Spiri encontra algum dos atiradores que foram treinados por ele, recebe agradecimentos e demonstrações de saudade. “Eles contam que gostariam de voltar à época que eram atiradores. Se pudessem escolher, estariam no mesmo grupo, com os mesmos amigos”, emociona-se.