A conquista da cidadania é o exercício da plenitude de direitos, de tal modo que a realização pessoal e comunitária dos indivíduos seja considerada um valor acima do Estado.Todas as vezes em que essa relação se inverte, e isso tem sido uma constante, o Estado assume caráter despótico, absolutista, autoritário, ditatorial.
No centro do processo político deve estar o cidadão, o indivíduo revestido de seus plenos direitos civis, políticos e sociais, inclusive o de poteção do Estado no usufruto desses direitos.
Infelizmente, a estrutura do Estado é feita de forma a manter o povo fora dela. Como nos shopping-centers, imunes a pedintes e crianças de rua.
E os que chegam ao governo com boas intenções são engessados. Estar no governo não significa estar no poder. O Estado deveria dispor de mecanismos institucionais para supervisionar o poder e reduzir a sua capacidade de sabotar a política governamental. Só nas ditaduras é que Estado, governo e poder coincidem.
A democracia vigente consiste num governo da minoria que supostamente representa o interesse da maioria. O eleitor vota em candidatos que aparentemente levarão a efeito suas promessas de campanha, mas raramente as propostas são transformadas em ação de governo.
Como João Ubaldo Ribeiro (jornalista, professor, romancista) escreveu: “É Muito gostoso ser brasileiro.Mas quando essa brasilinidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a coisa muda....Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um Messias.”
Nós (povo) temos que mudar, não aceitando a mediocridade, desculpas e estupidez daqueles que se sentem superior ao cidadão comum. Qualquer agente público é servidor do cidadão comum. Se não correspondem às expectativas, temos que exigir mudanças nas leis do país, caminhando para a ação deixando a retórica de lado. (Nildo Matos de Araujo - RG 11.963.052)