Esta é a manchete recente de jornais bolivianos, numa real revanche da compra do Acre pelo Visconde do Rio Branco. Desta vez, investimentos brasileiros na ordem dos bilhões de dólares, da Petrobras e privados (Eike Batista), foram expropriados (nome bonito para roubo a mão armada), e ainda mais os contratos de fornecimento de gás, com valores pré-fixados e que foram condição para o enorme investimento realizado, são rasgados e jogados no lixo por um lider populista, expoente desta safra que inclui desde o barbudo sanguinário Fidel até Lula, passando pelo fanfarrão Chaves.
Aí, o nosso estimado líder, também populisticamente, fazendo caridade com chapéu alheio (ou seja, nosso dinheiro), já disse que o consumidor não vai pagar nenhum reajuste, o mico fica com a Petrobras, já pensando na reeleição e também demonstrando que em populismo ele está no mesmo nível dos outros. Isto tudo faz parte da desastrosa política exterior do governo Lula, que decidiu voltar o país para os pobres e que fez até nosso exército ir levar chumbo no Haiti e desprezar o chamado primeiro mundo. Daí aconteceu que não tivemos sucesso com o terceiro mundo e perdemos o primeiro (inclusive o almejado lugar no conselho de segurança da ONU). Resultado: deixamos de apanhar só dos USA e Europa e empatar com a Argentina, como no tempo de Fernando Henrique. Hoje perdemos para a Bolívia, e de goleada. No início do governo Lula, de presente ele perdoou a dívida de países pobres, entre eles a Bolívia e agora, sem dívida, ela poderá rolar, mesmo se for condenada em organismos internacionais por uma nova dívida do investimento da Petrobras.
Soluções não faltarão a partir de uma paralisação da compra do gás boliviano, pois o substituiríamos por gás da venezuela, da Nigéria e depois de Campos (deve estar operacional em 2012), pois se nós compramos bastante deles, eles também necessitam vender pra gente, pois somos os únicos compradores e se ficarem sem vender, aí o bicho pega por lá! Mas nosso presidente e sua assessoria pensam que economia de mercado é deixar de gastar quando vão fazer compra com a patroa no mercado. Outra solução é convocar um daqueles militares (hoje de pijama) que iam para a Bolívia sempre que existia uma crise lá, ou seja, toda semana quase, e decidiam quem ganhava e quem perdia. Bons tempos aqueles que pelo menos na Bolívia éramos respeitados. (Márcio Milton Carvalho - RG 7.778.792)