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Simpósio de oncologia discute voluntarismo

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 1 min

O trabalho voluntário é um dos assuntos abordados por especialistas no Simpósio Interdisciplinar em Oncologia promovido pela Universidade do Sagrado Coração (USC), que termina amanhã. Tão difundido em todo o mundo e já praticado no Brasil há décadas, o trabalho voluntário ainda tem muito o que se aperfeiçoar na opinião do professor da Faculdade de Medicina de Sorocaba, Gilson Luchezi Delgado.

Em palestra do simpósio, o professor disse que as entidades e órgãos públicos precisam encontrar meios de fazer com que os voluntários tenham permanência no trabalho que desenvolvem. “O voluntário começa um trabalho facilmente, mas desiste também facilmente”, afirma.

Para “segurar” o voluntário na entidade, a aplicação de cursos de aperfeiçoamento e a valorização do trabalho são medidas eficazes. “Porque a pessoa busca o trabalho voluntário? Seja por um ideal sociológico, político ou mesmo religioso, é preciso fazer com que o voluntário permaneça na instituição”, explica.

“O grupo de voluntariado é uma força social muito importante. Seu valor começou a ser percebido na Europa e rapidamente chegou aos Estados Unidos e ao Brasil, criando-se o terceiro setor”, explica.

As benfeitorias atingem não apenas o paciente que recebe apoio, mas também o próprio voluntário. “As pessoas que exercem o voluntariado são menos doentes ou sofrem menos do que as que não fazem ações voluntárias”, afirma.

Hoje, assuntos como dor, transplante hepático e assistência à mulher portadora de câncer serão abordados no evento. A verba arrecadada com a inscrição será revertida para a Associação Bauruense de Combate ao Câncer.

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