Regional

Octaviani ataca CPFL em anúncio publicitário

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - A queda de braço entre a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e a Prefeitura de Agudos (18 quilômetros de Bauru) inicia hoje mais um round com a publicação de uma nota assinada pelo prefeito José Carlos Octaviani (PMDB) com críticas pesadas à empresa.

Ele reclama da demora no atendimento às reivindicações do município. De acordo com a nota, a empresa demorou dois anos para atender a um pedido de extensão da iluminação pública. Além disso, a substituição de lâmpadas queimadas e de luminárias também estaria levando “mais de meses” para ser executada.

Na nota, o prefeito reafirma sua decisão de suspender o pagamento das contas de energia até que a empresa reabra o escritório de atendimento ao público no município. A dívida da prefeitura com a CPFL já chega a R$ 500 mil. Mesmo assim, o diretor comercial da empresa, Airton Rosek, declarou em entrevista esta semana que a companhia continuará fazendo a manutenção da iluminação pública no município.

Nem mesmo a possibilidade da prefeitura ficar no escuro preocupa Octaviani. Ao contrário. “Eu desafio a CPFL a vir na minha cidade e cortar a energia de um só prédio público. Se eles fizerem isso, eu religo por conta própria”, esbraveja.

“Uma coisa depende da outra. Para eles receberem (as contas de energia) terão de reabrir o escritório na cidade. Caso contrário, não pago em hipótese alguma”, afirma.

Na opinião do prefeito, ao não designar um funcionário para atender as reclamações dos moradores de Agudos, a empresa estaria agindo com descaso. “A CPFL tem 15 mil clientes (residências) em Agudos. Será que é muito eles colocarem um só funcionário, ou dois, para atender a população? É um absurdo”, opina.

A assessoria da CPFL informou ontem que representantes da empresa devem procurar o prefeito Octaviani na próxima semana para conversar sobre o escritório de atendimento ao público.

A publicação da nota, segundo o prefeito, tem por objetivo demonstrar publicamente o descontentamento com a atitude da CPFL e incentivar outros prefeitos a fazerem o mesmo. De acordo com ele, outras cidades também estão descontentes com a “falta de atenção” da empresa. Segundo Octaviani, uma das principais reclamações é quanto ao atendimento telefônico prestado pela companhia. “O 0800 não funciona. É uma enganação que só serve para enrolar o consumidor.”

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