No dia de hoje, comemoramos o transcorrer de mais uma data festiva e alusiva ao Dia das Mães. Diante dessa data enternecedora, todavia, demonstrando nos tempos hodiernos, um certo cunho comercial, vamos tecer algumas considerações históricas sobre essa data festiva, e àquela que ninguém pode declinar que não teve. É de bom alvitre buscarmos nos anais dos tempos a origem desse dia. Nos EUA, uma enfermeira americana, cujo nome, Ana Jarvis, diante da perda de sua mãe, idealizou e deu início a um movimento, possivelmente com a finalidade de que as crianças, mas também os jovens e adultos, ou seja, os filhos, pudessem através de uma data significativa, comemorar e homenagear àquela a quem tudo devemos, até a própria vida, nossas queridas mães. Cinco anos depois do início desse movimento, no Condado de Virgínia, ao que parece, em 26 de abril de 1910, foi declarada oficialmente a primeira celebração concernente ao Dia das Mães.
No Brasil, mais exatamente em Porto Alegre, capital gaúcha, os integrantes da Associação Cristã de Moços daquela metrópole, promoveram em 12 de maio de 1918 a primeira comemoração relativa ao Dia das Mães. Posteriormente, movimentos e reivindicações a respeito do tema afloraram na sociedade brasileira, com a finalidade de ser oficializada e declarada uma data comemorativa ao Dia das Mães. Finalmente em 1932, o presidente Getúlio Vargas, demonstrando sensibilidade a um assunto de grande relevância, resolveu oficializar a data da homenagem ao Dia das Mães.
Essa data é comemorada no segundo domingo de maio, o mesmo mês que a Igreja Católica comemora e promove as festividades da Virgem Maria, Mãe de Jesus e, também, nossa Mãe. Uma mulher que durante sua gravidez, gerando o seu rebento, por nove meses em seu ventre, obviamente possui por este ser, um carinho muito especial e, que com muito amor, pelo resto de sua vida, chamará de seu filho. Uma mãe acalenta e protege o seu filho, preparando-o e orientando-o para o estudo, para o trabalho, para a vida, enfim para o mundo, utilizando para tanto, palavras ternas e meigas e, porque não dizer, ás vezes, resignando-se a sua própria vida, pois somente pensa no bem estar de seu filho.
Apesar de tudo, muitos filhos não reconhecem o valor dessa dádiva do Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, onde deveriam dar muito valor a esta preciosidade, pois sem esse manto protetor e encorajador de uma mãe, nada seriam. Porém, o tempo é inexorável e, em um futuro não muito distante, um dia irão perceber que o tempo passou de forma implacável, e que o passado ficou para trás, apenas na lembrança. Com certeza, esse filho vai ao mínimo pensar, que apesar de tudo, ele nada mais é, do que o fruto do trabalho incansável e incondicional daquela que lhe deu a vida, desde a concepção, desenvolvimento materno, nascimento, criação, educação, incontáveis noites sem dormir, quiçá, quantas lágrimas derramadas, devido as preocupações, no caso sua mãe. À minha mãe, enfim, a todas as mães do mundo, qualquer que seja a sua idade, parabéns, pelo transcorrer do Dia das Mães.
Antonio Edison Francelin - delegado de polícia aposentado - São Carlos/SP