Não acredito. Na verdade, tenho certeza que não, pois senti na pele esse problema. Fui com minha esposa no Santander/Banespa. Explico: chegamos às 11h30 e saímos às 15 horas (três horas e meia). Minha esposa é técnica em enfermagem e recebia seus vencimentos pelo Santander/Banespa. A Associação Hospitalar começou a depositar seu salário em outro banco. Conseqüentemente, ela teve que abrir conta nesse outro banco. Para não ficar com conta em dois bancos, decidimos encerrar a conta do Santander/Banespa. Como ela tinha um empréstimo, teria que quitá-lo, antes de se efetuar o encerramento. Dirigimo-nos até um local do banco, onde havia onze mesas de atendimento, conseqüentemente onze funcionários trabalhando. Só que havia uma funcionária, para atender a quatorze pessoas. Fui até ela, e perguntei-lhe a possibilidade de demora, e ela me disse: “Isto aqui está uma loucura, por ser hora de almoço, mas não tem problema, vou atendê-los.”
Depois de duas horas e meia, ela nos atendeu e disse: “Agora é só ir no caixa e efetuar o pagamento.” Lá fomos nós para o caixa. Pegamos nova senha e só depois de uma hora, fomos atendidos. Como já disse, ficamos três horas e meia para solucionarmos o problema. Ficamos sem almoço. Na verdade, chegamos em casa quase na hora do jantar. Fiquei pensando comigo: existe uma lei que determina o prazo para o banco atender seus clientes. Se é horário de almoço, o problema é do banco. Que se coloque mais funcionários para agilizar nestas situações. Não adianta o banco ter piso de mármore, portas eletrônicas, vidros fumê por toda a parte. O que importa é a eficiência no atendimento. É isso que o povo quer. Não adianta também mandar cartas em envelopes bonitos com dizeres: “Você é um cliente especial, venha conhecer-nos e tomar um cafezinho conosco”! Também perguntei-me: onde está o prefeito e os vereadores? Se é uma lei municipal, deve ser fiscalizada. Será que eles não vão ao banco? Acho que não, pois mandam seus assessores. Afinal, são pagos para isso. Pensei: vou reclamar. Depois desisti, afinal a lei não é nova. Quanta gente já reclamou? E adiantou? Preferi agir, ou falar como um comunicador de rádio: “Pôr a boca no trombone.”
Finalmente, quero dizer que devemos tudo isso ao nosso ex-presidente F.H.C., que “sempre deu boa vida aos banqueiros”. Chegou mesmo a injetar dinheiro em certos bancos, para que estes “não fossem para o buraco”. Nosso presidente atual deu continuidade também. Será que eles não vão a bancos? O nosso presidente atual não vai. Mas seus companheiros vão..., mas a bancos no exterior, onde efetuam depósitos (em dólares). Eu acho que eles não o fazem aqui no Brasil, “para não enfrentar filas”! Estou aberto a qualquer manifestação contrária, caso aconteça.
Luís Carlos Pasquarelo - RG 3.053.575