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Preso é decapitado e 6 são feridos em motim no MS

Folhapress
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Campo Grande - Um preso foi decapitado e teve a cabeça exibida como troféu, no Instituto de Segurança Máxima de Campo Grande ontem. Essa e uma série de outras cenas de violência, foram acompanhadas pelos 478 reféns dos rebelados nos quatro estabelecimentos penais do Estado, em Três Lagoas, Corumbá, Dourados e Campo Grande. Os motins foram encerrados durante o dia. Libertados, homens e mulheres contavam os horrores que viram e viveram.

Em Campo Grande foram pelo menos 180 reféns, incluindo adultos e crianças. Em Dourados foram 128 reféns, em Corumbá, 50 e em Três Lagoas, 120. Os amotinados do Presídio Harri Amorim Costa, em Dourados, foram os últimos a desistir do motim, por volta de 17h. Em Campo Grande, Três Lagoas e Corumbá, os revoltados entregaram as armas e libertaram todos os reféns entre 10h e 12h30.

As autoridades informaram em diversas entrevistas que os amotinados agiram sob as ordens do Primeiro Comando da Capital de São Paulo. Eles começaram pela Capital, se alastraram para Três Lagoas, Dourados e Corumbá.

Em Campo Grande, além de um morto foram feridos dois agentes penitenciários e seis detentos. O detento Fernando do Nascimento Eloy foi decapitado por outros presos, e teve a cabeça exibida pelos amotinados para reféns, fotógrafos e cinegrafistas. Não há informações sobre mortos ou feridos nos demais presídios.

Quase 100 reféns da Capital passaram a noite do no Segurança Máxima e foram libertado pela manhã. Mais da metade deles dormiu dentro das celas, de onde presenciaram presos torturando presos.

Paraná

Terminou por volta de 11h30 de ontem o último dos seis focos de rebelião no Estado do Paraná. Sete detentos e um policial que foram feitos reféns na cadeia de Campo Mourão foram liberados, sem ferimentos, segundo informações do governo. O delegado Haroldo Luiz Vergueiro Davison disse, por meio de assessoria de imprensa, que os presos não tinham reivindicações e que o estopim para a manifestação foi a onda de violência que atingia São Paulo.

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