Internacional

Tribunal adia julgamento de Saddam

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Bagdá - O Tribunal Especial Iraquiano adiou o julgamento de Saddam Hussein depois de ouvir testemunhas de defesa na sessão de ontem, na qual o ex-presidente não esteve presente. A 25.ª sessão do julgamento, que já dura sete meses, aconteceu um dia depois que o juiz Raouf Abdel Rahman acusou formalmente Saddam e sete de seus ex-colaboradores. Após cinco horas, a audiência de ontem - na qual foram ouvidas várias testemunhas de defesa - foi adiada para hoje.

Segundo o fiscal geral da corte, Jaafar Al Mussaui, a defesa havia convocado cerca de 60 testemunhas. Apenas três acusados compareceram ao tribunal - Mezhar Abdalah Rueid, seu pai, Abdalah Kadhem Rueid, e Mohammed Azzam Al Ali - ex-responsáveis do partido Baas, de Saddam. Os oito réus são julgados pelo massacre de 148 xiitas, mortos em represália a um tentativa de atentado, em 1982, contra o comboio presidencial em Dujail (norte).

No início de seu julgamento, em 19 de outubro de 2005, Saddam e os outros sete réus declararam-se inocentes. Anteontem, Saddam se recusou a declarar se era culpado ou inocente e disse que ainda é presidente do Iraque. O juiz rejeitou as declarações do ex-presidente. Desde o início do processo, os réus questionam a legitimidade do tribunal.

A primeira metade da sessão foi exibida na TV. A segunda metade não foi televisionada devido a problemas técnicos. Veredicto

Durante a audiência, Abdel Rahman leu os nomes de 17 pessoas - incluindo mulheres e crianças - que estariam entre as 46 vítimas mortas em prisões ou em sessões de tortura durante interrogatórios na ação contra os xiitas em Dujail.

Segundo autoridades americanas, a corte chegar a um veredicto em agosto. Se forem condenados à morte, os réus poderão apelar da sentença. O Tribunal Especial prepara uma segundo julgamento contra Saddam por acusações de genocídio em uma ação militar contra curdos na década de 80. A campanha - que ficou conhecida como Operação Anfal - matou cerca de 100 mil pessoas.

Comentários

Comentários