Cerca de 80 policiais militares acompanharam ontem a revista realizada no Centro de Detenção Provisória (CPD) de Bauru, um dia após o fim da rebelião que teria sido promovida sob a orientação do PCC. Com os mais de 1.200 presos da unidade foram encontrados pelo menos quatro celulares e instrumentos cirúrgicos recolhidos da enfermaria.
De acordo com informações extra-oficiais, também foram localizados espetos de ferro, oriundos da construção do próprio prédio, bastante danificado durante o motim. Conforme o JC apurou, a grade das celas foi removida em quase todos os raios pelos detentos, que preservaram o próprio colchão. Eles mesmos devem arcar com a limpeza do CDP – que estaria desfalcado, inclusive, de luminárias.
Tanto que o Corpo de Bombeiros colaborou ontem com a revista dos presos fornecendo iluminação autônoma. Os danos teriam sido maiores no raio 8. A informação foi recebida com apreensão por uma mãe que ontem foi até o CDP para ter notícias do filho. O temor dela é que o rapaz tenha sido ferido no final da rebelião.
A preocupação dela é compartilhada por outras mulheres, que ontem também peregrinaram até o Centro de Detenção Provisória. À reportagem, elas contaram ainda que, desde ontem, os detentos voltaram a ser alimentados, medida que havia sido suspensa com o início do motim.