Bairros

Aparelho evita desperdício de água

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Se o desperdício de água pode causar racionamento, o controle em empresas e residências é importante para evitá-lo. Em um prédio de apartamentos, no entanto, é difícil controlar o gasto individual de cada família, já que a conta geralmente é rateada pelos apartamentos.

“Nos prédios não há medição especial para cada apartamento. É injusto porque uma família que possui duas pessoas paga o mesmo valor de outra com sete pessoas, por exemplo”, argumenta o professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), José Ângelo Cagnon.

Ele e outros professores da faculdade, com ajuda de alunos, desenvolveram um protótipo de medidor individual de água em edifícios de uso coletivo. Com o aparelho instalado em cada apartamento, é possível saber a quantidade de água consumida a todo o momento. “Pode-se acompanhar o consumo de água pelo computador”, diz. Para o professor, essa é a principal vantagem em relação ao hidrômetro – comumente usado em casas e prédios. Este último registra a quantidade de água consumida, mas não pode ser acompanhada via computador. Além disso, o custo do aparelho é praticamente o mesmo de um hidrômetro: R$ 100,00.

Nos prédios antigos, a instalação do aparelho, no entanto, seria difícil. “Prédios antigos possuem várias entradas de tubulação de água em cada apartamento. O tubo de água da cozinha, por exemplo, é comum para todos os apartamentos. O mesmo acontece com o do banheiro e da cozinha”, explica.

Já nos apartamentos novos, a distribuição da tubulação de água é separada para cada apartamento. “A distribuição de água concentra-se primeiramente em um ponto e só depois é distribuída para a cozinha, banheiro e outras dependências”, diz. O aparelho poderia ser instalado em caixas em cada andar, como acontece atualmente com as antenas de televisão.

Medir o consumo de água por apartamento, separadamente, é obrigatório apenas em Pernambuco, diz Cagnon. O projeto que chegou a ser premiado em 2004 está parado desde o ano passado. “Para continuar as pesquisas, precisamos de parceiros e investidores”, diz o professor.

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Tempo seco

Não chove há quase um mês em Bauru. Mas, o último registro do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), nem pode ser considerado chuva porque foi de apenas 1,5 milímetro – sendo classificado como garoa. Segundo o IPMet, não há previsão de chuva hoje, mas pode haver pancadas de chuva amanhã na região Central do Estado de São Paulo.

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