Polícia

Blitz da polícia apreende 11 celulares

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

A blitz realizada pela Polícia Militar (PM) no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru resultou na apreensão de 11 celulares. O número é muito inferior em relação aos 40 aparelhos que a polícia previa encontrar.

Além dos telefones celulares, a blitz também revelou a existência de 30 armas artesanais confeccionadas com material encontrado no interior do CDP, como facas e estiletes.

O presídio, com capacidade para acolher 780 presos, no momento abriga cerca de 1.200 detentos. Em função da rebelião ocorrida no último final de semana, um pavilhão do prédio está destruído.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Complexo Penitenciário do Centro Oeste Paulista, os presos do pavilhão danificado foram redistribuídos em outras alas, o que agravou ainda mais o problema da superlotação.

Na opinião do presidente em exercício do sindicato, Reinaldo Duarte Soriano, o agente tem que ser “vidente” para encontrar os aparelhos celulares escondidos pelos presidiários. “Eles chegam a fazer buraco na parede para esconder coisas. A parede fica perfeita com um remendo que eles fazem com uma mistura de pasta de dente e cinza de cigarro.”

A entrada dos aparelhos no presídio, segundo Soriano, ocorre através das visitas dos internos. “Em 90% dos casos, eles (celulares) chegam às mãos dos presos graças às visitas femininas. Elas transportam celulares pela vagina e pelo ânus.”

Na opinião dele, não há falhas no procedimento da revista realizada junto às visitantes. “Precisaria de um aparelho de Raio-x para detectar (os aparelhos celulares escondidos). Mesmo assim, as grávidas não podem passar pelo aparelho detector de metais.”

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