O secretário acadêmico da Instituição Toledo de Ensino (ITE) e professor do curso de Economia, Roberval Modesto Cunha reconhece a prática de plágio nos trabalhos dos alunos, embora não sejam freqüentes. Na faculdade o tema já faz parte da discussão dos professores e mesmo sem a adoção de medida oficial da instituição, cada professor tem buscado seus métodos para dificultar e punir esta conduta.
Cunha adota a medida da orientação. Ele afirma que orienta os alunos para que leiam o que estão copiando da Internet, citem a fonte, verifiquem se há coerência no texto, descartem informações de textos que não trazem autoria. “Na Internet há muita coisa ruim, muita porcaria e os alunos precisam saber reconhecer isto”, afirma.
Um caso de plágio que o professor identificou mostra que os alunos nem mesmo lêem aquilo que estão plagiando. “Pedi uma pesquisa de mercado na linha de investimentos. As primeiras páginas do trabalho eram ótimas, a partir daí o trabalho trazia informações que não tinham nenhuma relação com o que eu tinha pedido”, conta. “Entrei na Internet e descobri o plágio.” Na avaliação de Cunha, o problema maior está no fato de os alunos hoje quererem tudo pronto. “Eles têm preguiça de ler, de pesquisar”, afirma.