Ele é paulistano e, ainda moleque, se jogou na carreira artística. Ela é mineira e entrou para a TV meio por acaso. Agora, estão juntos no comando de “Ídolos” (SBT). E, apesar de a parceria ser recente, Beto Marden e Lígia Mendes já eram amigos. “Eu a conheci no ano retrasado por meio de um amigo em comum”, conta Beto. A moça completa: “Nos encontramos em um karaokê, e um já foi com a cara do outro”.
Os dois dizem que acabaram se indicando mutuamente para os diretores do programa na fase final de testes, quando restavam apenas dois casais concorrendo. “Eles me perguntaram quem eu achava que devia ficar, e respondi que era Lígia”, lembra Beto. O jovem começou cedo no mundo das artes. “Mas só me entreguei de verdade aos 21, 22 anos. Relutei até ter coragem de apostar nisso para sobreviver.” Aos 12 anos, começou a cantar na igreja, mas antes já havia feito ginástica olímpica. “Até hoje faço (salto) mortal do meio da rua”, afirma.
De tão travesso que era, ganhou do avô o apelido de Ligeirinho. “Esse era também o nome do meu palhaço”, diz. Isso mesmo. Beto diz que era apaixonado por circo e que, aos 13 anos, começou a fazer shows como palhaço em festas. “Fiz até circo-escola. Eu gosto de entreter as pessoas.” Mesmo com essa vocação, ele estudou em colégio técnico, trabalhou em escritório e entrou na faculdade de economia. Paralelamente, fez aulas de música - bateria, flauta doce e canto - e de teatro. Ele considera que sua carreira começou em 2000, quando fez “Cambaio”, com direção de João Falcão (de “A Máquina”) e canções de Chico Buarque.
“O teatro musical era uma coisa nova, e foi incrível. Chico ia aos ensaios e trocava letras na nossa frente”. Depois, participou do sucesso “A Bela e a Fera” e apresentou dois programas do canal a cabo Disney Channel, até passar nos testes para “Ídolos”. “TV aberta é uma experiência nova. O reconhecimento é muito grande.”
Lígia, por sua vez, já começou em TV aberta, mas em um programa local, o “Clipe Show”, da TV Horizonte, de Belo Horizonte, sua cidade natal. Hoje, ela é muito mais abordada nas ruas do que naquela época. Sua estréia na TV aconteceu graças a uma mistura de acaso com cara-de-pau. “Eu assisti o programa e disse para a Babá, que trabalha em casa há anos: ‘Não acha que eu posso fazer melhor do que eles?’. Ela me falou para descobrir onde era gravado, mas era longe, e eu não tinha como ir. Um mês depois, conheci um amigo do meu namorado que trabalhava nessa TV, em um estúdio a um quarteirão de casa.”
Ela, então, juntou coragem, foi até lá e pediu para conversar com o diretor do programa. Foi atendida, e ele marcou um teste. Lígia ficou e apresentou a atração por cinco anos. “Adoro TV. Isso foi natural.” Depois, ela fez um programa de verão na Band. Aí, tomou coragem e veio para São Paulo. “Peguei o dinheiro que tinha guardado e vim. Fiquei em casa de parentes, passei aperto, foi mais difícil do que tinha imaginado. Mas não gosto muito de falar disso, prefiro as coisas boas.” Sete meses depois, veio o teste para “Ídolos”.
“Foi o único que fiz em São Paulo. Na saída, liguei para o meu pai e disse que estava feliz, porque eu não sabia fazer melhor.” Lígia afirma que a experiência tem sido ótima, pois fez muitos amigos. “Adoro conhecer gente, e os participantes são pessoas interessantes, da minha idade.” E ela lembra um fato curioso: “Minha mãe sempre conta que, quando eu era criança, as meninas queriam ser paquitas, mas eu dizia que queria ser a Xuxa”.