Tribuna do Leitor

Em busca de sonhos paternos


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Medicina, Direito, Engenharia... Assim como no Antigo Egito os pais aspiravam à carreira de Escriba para seus filhos, devido ao privilégio que tinha tal profissão, no mundo contemporâneo são as três supracitadas os alvos da escolha dos genitores.

Tal seleção profissional efetuada previamente pelos pais, embora apresente seu caráter “protecionista”, mostra-se, ainda que independente da vontade destes, como uma imposição de algo que não puderam realizar por seus próprios méritos, e que, portanto, desejam ver efetivado por seus filhos. Eis o molde para a fabricação de futuros profissionais infelizes.

Inúmeros são os artifícios usados para induzir os jovens em idade de escolha da sua labuta a se decidir por uma ou outra modalidade de trabalho. Frases como: “Ficaria tão feliz se tivesse um filho médico”, ditas em tom melancólico, são quase sempre fatais para uma opção incorreta de que carreira seguir. As conseqüências de tal ato, desnecessário dizer, são catastróficas.

Cada indivíduo possui características que o tornam diferente de outros, e são estas que devem atuar como seletoras de suas habilidades ocupacionais, e que o colocarão, em lugar destacado no concorrido mercado de trabalho e conseqüentemente o farão subir um grande degrau na enorme escada do sucesso.

Ao contrário do que muitos acreditam - ou dizem acreditar - nós já não somos os mesmos, nem vivemos como nossos pais. O mundo mudou muito, e continua mudando, as aspirações embora seja individuais, acompanham tais mudanças e portanto é necessário que os pais compreendam que o desejo de ver seus filhos realizados não deve atuar como um agente impositivo sobre a vontade destes e sim como fator orientador, deixando claro o que pode elevar ou diminuir um profissional, independente da área em que atua.

Joana Teresa Bisinella de Faria - RG 44.088.095-6 - estudante

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