Em assembléia realizada na manhã de ontem, os servidores da Justiça de Trabalho em Bauru decidiram manter a greve por tempo indeterminado. “Recebemos orientação de Campinas, que continua com o movimento. Depois, em assembléia, resolvemos manter a greve”, afirma a técnica judiciária da instituição Maria Izabel Marques.
Os funcionários estão paralisados desde a quarta-feira da semana passada, reivindicando revisão de salários e cargos de todos os setores do Poder Judiciário; pagamento dos quintos e décimos pela jornada de 35 horas semanais; aumento do auxílio-alimentação e o pagamento do reajuste de 11,98%. Está prevista uma nova assembléia hoje.
Segundo Marques, o “funcionamento do Fórum do Trabalho é parcial” na cidade. Em Bauru, três das quatro Varas do Trabalho tiveram adesão de servidores ao movimento grevista. Apenas uma está funcionando com seu quadro normal de funcionários.
Os servidores de todo País aguardam a aprovação do projeto de lei n.º 5.845/2005, de autoria do Supremo Tribunal Federal (STF), que dispõe sobre o Plano de Cargos e Salários (PCS) até o dia 30 de junho. A data é o limite imposto pela legislação eleitoral para ser implantado ainda em 2006.