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Tipo de fantasias não é unanimidade

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

De um lado, estampas verde-e-amarelas. De outro, o xadrez típico das vestes juninas. Cercado pelas duas opções numa loja de Bauru, o motorista Donizeti Oliveira Pereira disse que prefere torcer pela Seleção Brasileira a festas juninas. “Não vou a festas”, comenta, ao pegar uma bola na mão.

Comportamento como o dele justifica o pessimismo do proprietário de uma loja que vende fantasias. De acordo com ele, não compensa mais comprá-las e revendê-las. “O movimento caiu 50%. É falta de dinheiro geral. Duvido que vá entrar (no mercado) cornetas para a Copa”, diz o comerciante, que pediu para ficar no anonimato.

O instrumento não é muito comum nas lojas. No entanto, é inegável o interesse por acessórios que lembrem as cores da bandeira brasileira. Rosângela Carvalho, gerente de uma loja de utilidade, confirma a procura. Porém, admite que os clientes ainda não estão disputando chapéus de festa junina.

“Ainda é cedo. Só aquece em junho mesmo. Mas é tradicional. Ir às festas e torcer na copa. Me preparo para os dois”, comenta o funcionário de uma grande rede, que pediu para ter o nome preservado.

É provável que, a partir do próximo mês, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) receba pedidos para interdição de ruas com vistas à realização de festas juninas. Até anteontem, nenhuma solicitação havia sido registrada, informa a assessoria de imprensa.

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