A impactante notícia de que 40 milhões de pessoas estão infectadas com o vírus HIV e que a cada dia 13 mil novas pessoas no mundo contraem o mesmo não é suficiente para fazer a mais antiga e influente instituição religiosa voltar atrás em sua decisão.
Não bastam milhares de mortes ocorrerem mensalmente ou diariamente. Já não são suficientes inúmeras vidas desgraçadas em função de um poderosíssimo vírus. A que ponto teremos que chegar para a igreja autorizar o uso de preservativos?
Em 2006 anos, o mundo deu incontáveis voltas. Evoluiu sem freios e de maneira exagerada. Trouxe vantagens e desvantagens, não fugindo à regra. Todavia, é estonteante que uma Igreja que possui 3 bilhões de fiéis em todo o mundo continue tão tradicional e evite a todo custo dar um passo adiante a caminho da evolução.
Foi científica e praticamente provado os males da aids. E são somente males mesmo, porque não há nada a favor. Pessoas morrem. Casais sofrem. Famílias se acabam. Esperanças de uma vida inteira simplesmente fenecem.
Muitas pessoas podem não usar o preservativo por ignorância. Não por falta de informação, mas de cultura e educação mesmo, em seu sentido mais literal. Contudo é inegável o poder que a igreja exerce sobre seus seguidores. Provavelmente um cristão muito fiel siga todas as regras católicas.
Não há como negar. A instituição católica terá de dar o braço a torcer, mais cedo ou mais tarde. E é melhor que seja mais cedo, pois a situação é grave. Que a Igreja abençoe logo o uso da camisinha! O nosso Deus, indubitavelmente, não quer ver a situação virar um caos.
Amanda Miziara de Ávila Nunes - estudante - RG 43.907.979-X