Heloísa Canhas escolheu a profissão através de análise de mercado. Luciana Vieira, por vocação. A primeira fez análise de sistemas, a outra, psicologia. Em comum as duas têm o fato de depois de formadas atuarem em áreas que não estão relacionadas com sua formação. As duas trabalham em uma empresa de cobranças.
Embora não tenha feito sua opção por identificação, Heloísa afirma que gostou do curso de análise de sistemas, não se decepcionou. Porém, depois de formada, nem tudo aconteceu como planejava. Ela não conseguiu se inserir no mercado de trabalho. “As oportunidades foram poucas e os caminhos me levaram onde estou, trabalhando com qualidade de atendimento”, conta.
Heloísa diz não se arrepender da opção que fez, mas afirma que não repetiria a dose e incluiria em seus critérios a vocação. “Hoje, certamente faria outro curso, pois a vocação, e o adorar o seu trabalho, é o que faz a diferença”, afirma.
Luciana conta que sempre se interessou por psicologia. “No meu primeiro ano de faculdade tive uma professora que disse ‘se tem alguém aqui que quer fazer psicologia para ganhar dinheiro, pode descer agora no departamento e trancar a matrícula’. Isso assustou, não nego, mas meu amor pelo curso foi maior”, revela.
A escolha da profissão não aconteceu sob pressão, na véspera do vestibular. “Tinha interesse pela psicologia desde minha época de colégio. Sempre gostei de ler matérias ligadas à área e era a “conselheira” da turma”, conta. Durante a graduação, Luciana não se arrependeu por nenhum momento. Suas expectativas foram superadas e sempre buscou se qualificar. Mesmo não trabalhando na área, ela continua fazendo cursos de aprimoramento e pós-graduação.
No entanto, a jovem psicóloga ainda não conseguiu exercer a profissão que tanto gosta. “Já fui aprovada em dois concursos, mas como havia exigência de experiência em empregos anteriores, fui preterida mesmo tendo capacidade acadêmica”, diz.