Rap, break, DJ e grafite. Tidos como vozes da periferia, os quatro elementos do hip hop transformam-se em instrumentos de socialização para muitos jovens atendidos pelo projeto “Hip Hop: Cultura e Movimento Social”, realizado pela Organização Não Governamental (ONG) Núcleo Cultural Quilombo do Interior. No mês de junho, serão nove oficinas gratuitas em cinco locais diferentes da cidade. As inscrições já estão abertas.
O projeto, orçado em R$ 20 mil, foi aprovado no segundo semestre do ano passado pela Lei Municipal de Estímulo a Cultura. Até o final de 2006, estão previstos oficinas culturais, palestras e debates. “Quando uma pessoa participa ativamente do que está acontecendo a sua volta, ela se vê como um ator social, além de obter prestígio por parte da família e da própria comunidade”, pontua o presidente da ONG, Renato Magu.
As oficinas de grafite serão realizadas às quintas-feiras, das 14h às 17h, na biblioteca ramal da Vila Tecnológica, e aos domingos, das 14h às 17h, na escola José Aparecido Guedes de Azevedo, no Jardim Bela Vista. As aulas de break serão ministradas às quartas-feiras, das 13h às 15h, também na biblioteca da Vila Tecnológica, e às sextas-feiras, das 14h às 16h, no centro comunitário do núcleo Nove de Julho.
Os admiradores do rap poderão aperfeiçoar suas rimas nas oficinas oferecidas às quartas-feiras, das 15h às 17h, na biblioteca ramal da Vila Tecnológica. Aos sábados serão dois cursos. O primeiro na Escola Estadual Guia Lopes, na Vila Dutra, das 10h às 12h; e o segundo no Centro Cultural Carlos Fernandes de Paiva, das 16h às 17h. A oficina de DJ também será aos sábados no Centro Cultural em duas turmas: uma das 13h às 14h30 e a outra das 14h30 às 16h.
A conclusão dos cursos, prevista para novembro, será comemorada com um grande evento no parque Vitória Régia, a exemplo do realizado no ano passado. “No encerramento das oficinas de 2004, promovemos um encontro aberto ao público em que compareceram cerca de 3 mil pessoas. Esperamos o mesmo para este ano”, anseia Magu.
Fora essas atividades, a ONG é responsável por mais dois projetos: o Hip Hop na Praça e o Rotação Hip Hop. O primeiro é realizado sempre no terceiro sábado do mês e leva a música produzida na periferia ao centro. O segundo, promovido no primeiro domingo de cada mês, leva o hip hop a oito bairros da cidade. “A prefeitura nos cede o caminhão palco para colocarmos o som. Neste domingo (hoje) iremos à praça localizada em frente à creche São José, no núcleo Fortunato Rocha Lima”.
Sucesso
A ONG desenvolveu em 2004 um projeto semelhante, também fruto da aprovação da Lei de Estímulo à Cultura. Na ocasião, foram 15 bairros e 300 jovens atendidos, sendo que muitos deles são os coordenadores das oficinas deste ano. “Nossa intenção é de formar essas pessoas. O aluno de hoje pode ser o oficineiro de amanhã”, diz Magu.
A experiência foi gratificante para todos os envolvidos. Dos grupos formados, pelo menos quatro mantém suas atividades, fora os trabalhos individuais de break e grafite que também prosseguem. “A execução do projeto foi um grande sucesso, ainda mais por ser o primeiro grande trabalho que desenvolvemos”, analisa.
Serviço
As inscrições para as oficinas culturais são gratuitas e devem ser feitas nos locais em que serão realizadas. Mais informações: (14) 3236- 3258 ou (14) 9714-3336.