Santiago - Os estudantes de ensino médio chilenos rejeitaram ontem a resposta da presidente Michelle Bachelet a seus pedidos e decidiram continuar os protestos iniciados há quatro dias, informaram os líderes do movimento após uma conversa com o ministro da Educação, Martín Zilic.
Os estudantes querem uma reforma educacional, a eliminação do abismo social existente entre alunos de colégios públicos e privados, a gratuidade do vestibular e o acesso gratuito ao transporte urbano.
“Estamos fazendo uma paralisação nacional”, disse a porta-voz dos estudantes, María Jesús Sanhueza, em entrevista coletiva junto com outros líderes do movimento, que haviam anunciado uma paralisação em todo o país a partir de samanhã se não conseguissem uma solução anteontem.
A proposta, apresentada pelo governo na quinta-feira, é “o máximo que o governo pode fazer”, disse Bachelet, negando entretanto que a resposta seja um ultimato aos estudantes. O ministro da Fazenda, Andrés Velasco, informou que o custo das medidas governamentais para melhorar a educação está em torno de US$ 135,8 milhões ao ano. Afirmou que, neste ano, metade dos recursos serão destinados a suprir as demandas de infraestrutura, cafés da manhã e almoços, e o vestibular gratuito para 80% dos estudantes.