O tempo que cada um passa no país virtual varia de uma hora por dia a tempo integral. Segundo o imperador de Reunião, no início muita gente se vicia completamente. “Eu gasto cerca de 1h por dia com o hobby, lendo e mandando mensagens e atendendo pessoas no MSN. Mas há quem viva a vida no micronacionalismo. Temos cidadãos de mais de 70 anos que, aposentados, estão o dia inteiro fazendo o país andar. Outros moram no Japão, ou mesmo Austrália, o que significa que Reunião não dorme jamais”.
Os praticantes do micronacionalismo, de acordo com Castro, são pessoas de razoável nível financeiro - “algumas pessoas inclusive são de famílias conhecidas e abastadas com grandes fortunas reais” - e excelente nível intelectual. “Costumamos brincar que aqui os asnos não se criam”, diz.
Outra característica comum aos micronacionalistas é gostar de escrever, dominar a língua portuguesa, ter noções de história, direito e diplomacia. “Em suma, são pessoas que querem ser ‘grandes políticos’ sem os problemas da aludida atividade”.