Com falta de dois professores, alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Nacilda Campos, no Jardim TV, estão ficando mais tempo em casa. Segundo o autônomo João Moreira da Silva, pai de duas alunas da unidade de ensino, o problema é com as aulas de ciência da 5.ª série - que segundo ele persiste desde o início do semestre - e com a turma da 1.ª série B, que estão sem professor há quase um mês.
Silva alega que desde o início do semestre, os alunos da 5.ª série estão sem professor de ciências. “Ou eles entram mais tarde, ou saem mais cedo da escola. A direção diz que está providenciando a contratação de professor, mais isso desde o início do ano”, critica. Ele e os outros pais de alunos organizaram um abaixo-assinado, reivindicando a contratação de professores. Silva ainda procurou a Diretoria Regional de Ensino, pedindo providências.
Ontem à tarde, ele garantiu que iria procurar o Ministério Público para denunciar a falta de aulas. “A minha decepção é que nós procuramos a secretaria e nenhum retorno foi dado”, lamenta. Ele ainda conta que já faz um mês que os alunos da 1.ª série B estão sem aulas. “Eles nem chegam a vir para a escola. Não tem aula”, conta. Silva ainda questiona um trabalho que foi dado para os alunos de ciências da 5.ª série, alegando que apenas uma pesquisa não substitui todo esse tempo sem conteúdo.
Rosângela Redondo Ribeiro, diretora de divisão do ensino fundamental da Secretaria Municipal de Educação, explica que realmente a escola está sem professores. “A professora de 1.ª série pegou uma classe para dobrar a sua carga horária, mas ela teve que sair por motivos pessoais. E a professora de Ciências também teve de sair em abril”, explica. Para contornar a situação, três professores que passaram no último concurso foram convocados, mas apenas um assumiu. Ela assumiu vaga na Emef Ivan Engler, no jardim Vitória, que também estava com o mesmo problema.
A edição de sábado do Diário Oficial de Bauru publicou mais cinco convocações de professores para cobrir as vagas da Emef Nacilda Campos. “Os convocados possuem um prazo para entregar documentação e depois para assumir a classe”, explica Ribeiro. Além da desistência dos professores, nesse meio tempo a escola teve de suspender as aulas por uma semana, para as obras de reforma e ampliação.
“Todas as aulas serão repostas. Ou com meia hora depois de cada dia, ou com aulas no sábado. A escola já vai se programar”, garante Ribeiro. A direção da Emef aponta que algumas salas de professores que entraram depois do início doa no letivo, já estão repondo aulas perdidas depois do horário normal. E apontam que as aulas da 1.ª série estão paradas há 15 dias e as de ciência da 5.ª série, há 20 dias. Sobre a pesquisa de ciências, a direção afirma que o trabalho foi pedido, para que os alunos mantivessem contato com o conteúdo da disciplina e que ele não serve de avaliação.