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Mortalidade infantil cresce na região

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

A Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) divulgou ontem uma pesquisa que aponta a evolução do índice de mortalidade infantil no Brasil. Ano passado, a região de Bauru registrou aumento de 1,4 casos em relação a 2004. Ou seja, em 2005 foram registrados 13,7 óbitos de crianças menores de um ano a cada mil nascimentos, e em 2004 esse número foi de 12,3 mortes. Mas nos últimos anos o número tem caído gradativamente. Em 2000, o índice registrado na Direção Regional de Saúde (DIR-10), que engloba 38 municípios da região, foi 18,6. Já 1990 registrou 27,3 óbitos a cada mil nascimentos.

O Estado de São Paulo apresentou o menor índice de mortalidade infantil do País. Em 2005 o Estado registrou taxa de mortalidade infantil de 13,5. O índice é 20,7% menor do que o registrado cinco anos antes, quando a taxa era de 17, e 84% menor do que em 1975, com 85,24. Entre os motivos que levaram a essa queda, a Secretaria de Estado da Saúde aponta a assistência ao recém-nascido, expansão do saneamento básico e campanhas de vacinação.

Bauru

Em Bauru, apesar do pequeno aumento entre 2005 e 2004, o índice tem se mantido igual ou menor que o do Estado, segundo Shirley Alonso Mendes, diretora técnica substituta da DIR 10. “A evolução do indicador tem ido bem na região”, avalia. Ela explica que cada cidade possui um comitê que investiga cada caso registrado de morte de criança com menos de 1 ano. A maioria dos casos de mortalidade infantil na DIR-10, observa Mendes, é decorrente de afecções originadas no período neo-natal (28 dias após o parto) e de má-formação congênita.

A maternidade Santa Isabel é a referência regional da DIR 10 para os casos de gestação de alto risco. Todo o acompanhamento antes e depois do parto é feito pela entidade, que possui uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neo-natal. Outra maternidade que possui esse tipo de unidade é a Santa Casa de Lins.

Pré-natal

De acordo com Mendes, o investimento no pré-natal foi o responsável pela constante queda do índice de mortalidade infantil nos últimos anos. “É importante que a gestante tenha no mínimo seis consultas no período. Basta que ela procure a unidade de saúde. Elas também tem assegurado todos os exames gratuitamente”, sustenta Mendes. Segundo a diretora, as gestantes costumam procurar atendimento somente no último trimestre de gestação. “É muito importante que elas venham desde o primeiro trimestre”, esclarece.

Além do pré-natal, Mendes também aponta que a capacitação da equipe multidisciplinar que atende as gestantes para a garantia de um parto adequado, a humanização do atendimento e o incentivo ao aleitamento materno contribuíram para a queda do índice nos últimos anos na região. “A gestante tem garantia de toda assistência e também direito a todos os exames”, aponta a diretora. Ela ressalta que mesmo o ultra-som, que só é pedido em caso de suspeita, é previsto para as gestantes de Bauru e região.

Segundo informações da assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde, 244 cidades do Estado apresentaram taxas abaixo de dois dígitos, nível comparado aos países desenvolvidos da Europa. Nenhuma região ficou com índice superior a 20. Barretos foi a região que obteve melhor índice em 2005, com 9,8. A região com taxa mais elevada foi Araçatuba, com 19,5.

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