Königstein - Pouco maior do que Weggis, mas sem ser tão bonita quanto ela, Königstein guarda uma semelhança com a primeira parada da Seleção antes da Copa: ambas são um tédio. Como ontem na Alemanha foi feriado de Pentecostes (festa católica celebrada 50 dias depois da Páscoa), a região de Main Taunus, onde está a cidade, esteve modorrenta. O comércio estava fechado, os bancos também. Havia pouco para fazer além de perambular pelas ruelas atrás de vestígios dos pentacampeões, que estiveram de folga e só se reapresentaram à noite.
Colher morangos era uma opção. Main Taunus (o primeiro nome vem do rio, e o segundo, das montanhas que cercam essas terras) é famosa por seus morangos. À beira da estrada que liga Frankfurt a Königstein há campos de colheita abertos à visitação. Ontem estavam cheios. Não se paga para entrar, só pelas frutas que se colhe, 2,95 euros (cerca de R$ 8,50) o quilo.
“Mas não cobram pelo que comemos aqui dentro. Ou seja, levo 1 kg e pago só por ele, mas como antes 5 kg”, disse o polonês Janusz Wisniewski, que estava no local com a namorada, Ilona Weistand, a filha dela, Anna, e um amigo. Levavam duas bacias de fruta - não tão maduras devido ao frio -, mas não paravam de comer. Nem sabiam que o Brasil está hospedado por ali. “Aqui conseguimos respirar ar puro, caminhar e comer morangos frescos e baratos”, disse Wisniewski.
A última das características citadas é importante numa área conhecida por ser refúgio de milionários de Frankfur. “Aqui, quanto mais perto se mora da montanha, mais dinheiro se tem”, afirmou ele. Dos ricos, alguns tiraram o dia para visitar a família.