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Advogado nega ser candidato do PCC

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - O advogado criminalista José Cláudio Bravos, 59 anos, de Marília (100 quilômetros de Bauru) negou ontem que seja o candidato à Assembléia Legislativa de São Paulo patrocinado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele quer sim os votos dos familiares dos detentos. Desde 18 de abril do ano passado, Bravos conseguiu projeção ao realizar uma grande manifestação em São Paulo com 10 mil familiares de presos reivindicando melhorias no sistema carcerário.

Ele admite o vínculo de gratidão da população carcerária de uma forma geral e confirma que busca o voto dos familiares dos presidiários. “É PCC, é Comando Vermelho (do Rio de Janeiro), os religiosos, que estão alcançando uma média de 8% de população carcerária. Todos eles, em conjunto, por uma questão de reconhecimento, estão optando em votar no Bravos para deputado estadual. Eles querem ter uma representação política e querem que seus familiares votem. Tenho certeza que obtenho mais de 100 mil votos”, revela.

A pré-candidatura de Bravos foi suspensa pelo Partido Verde (PV) e, no dia 17 de junho, o advogado-candidato tentará reverter a situação no encontro do partido. A decisão do PV foi anunciada após uma revista de grande circulação nacional relacionar Bravo com o crime organizado em São Paulo. Ele nega que, há três semanas, tenha intermediado negociações para o PCC, durante as rebeliões, vandalismo e ataques às polícias de São Paulo. No entanto, ele confirma manter “entrevistas” com presos como define a lei.

“Você acha que se eu recebesse apoio do crime organizado ou de uma facção, por menos preparado que eu fosse, eu diria que tenho apoio do crime organizado. Eu não tenho e não recebo um tostão. Eu preciso do apoio político deles se conseguir a legenda do PV”, enfatiza.

Bravos alega que está sofrendo uma perseguição de adversários políticos em Marília. “São inimigos políticos que plantaram isso na revista. Parece politicamente incorreto pessoas defenderem direitos humanos. Porque parece que o Estado acha que você está defendendo direito de bandido. Sou a favor do Estado reprimir o crime e não sou a favor de regalia a nenhum preso. Mas eu quero a aplicação da lei de execuções penais para adotar o mínimo de dignidade para as pessoas ficarem presas”, define.

Bravos se afastou da presidência da OAB em Marília desde que assumiu a pré-candidatura a deputado. Ele também é professor de direito, especialista em direito penitenciário, direito processual e direito penal.

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