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‘Dupla Identidade’ despe o terrorismo de clichês

Folhapress
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Terrorismo e vandalismo estão na moda em todo o planeta, no Congresso brasileiro ou nas ruas de Paris, Dili ou Bagdá, mas, no Ocidente, o normal hoje é automaticamente associá-lo a radicais islâmicos. Fugindo do clichê, os dois primeiros episódios da série “Dupla Identidade” (“Spooks”), da BBC, que a Cultura exibe hoje, às 22h30, envolvem terror feito em casa.

Não há nada mais estúpido do que matar em nome da vida, mas é isso que faz uma militante antiaborto. Americana, ela resolve exportar o know-how de explodir médicos para a Inglaterra. No segundo episódio, um racista extremado incita distúrbios com o objetivo demente de tornar “branco” o Reino Unido. Os heróis da série são os membros de um misto de polícia federal e agência de inteligência, o MI-5. O protagonista vive o dilema de se relacionar com a namorada sem ter como revelar sua verdadeira profissão - daí o título brasileiro.

A dublagem, como de praxe, peca na hora de traduzir o jargão. Uma “safe house” é mesmo uma “casa segura” - onde um suspeito ou uma testemunha podem ser protegidos ou vigiados, e não uma “casa forte”. Mais curiosa ainda é a presença de um “Congresso” e de “congressistas” em um país que não os tem - lá se chama Parlamento. Deve ser o vício de traduzir séries americanas.

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