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Dr. Automóvel: Escolha do tipo de pneus

Consultor: Marcos Serra Negra Camerini*
| Tempo de leitura: 4 min

Além das medidas de um pneu, como diâmetro da roda, série e largura da banda, podemos escolher também o modelo e tipo que mais se apliquem à utilização do carro. Como existem veículos para passeio, corrida, arrancada, transporte de cargas, que podem trafegar por rodovias asfaltadas, ruas esburacadas, estradas de terra, lama, pedra ou sem estradas, para cada um deles existe um pneu específico.

A diferença está no desenho da banda de rodagem, na rigidez da carcaça e no composto de borracha. Podem priorizar o conforto, o rodar macio e silencioso, a maior capacidade de carga ou de drenagem de água em velocidade, a durabilidade ao desgaste da borracha, a estabilidade direcional do veículo em curvas ou manobras bruscas, ou o tipo de tração necessária (para terra, lama, pedra, areia, asfalto, pista). Cada um com suas vantagens e desvantagens.

Os pneus para uso em carros de passeio pacatos, preferencialmente usados em cidades, precisam ser macios, sem muita garra, com desenho para baixas velocidades e alta durabilidade. Já um carro de passeio com maior potência, de uso estradeiro, requer um desenho que segure bem em curvas feitas em velocidades mais altas e que tenha uma boa capacidade de drenagem de água, para evitar aquaplanagem.

Veículos leves de carga, que rodem preferencialmente em asfalto, precisam de pneus que suportem bem o peso da carga, não se importando muito a velocidade, que é geralmente baixa. Caso trafeguem também em terra, precisarão de um pneu com características melhores de tração nas rodas motrizes. Já caminhões pesados geralmente usam pneus nas rodas dianteiras diferentes das demais.

Isto por que os pneus dianteiros têm finalidade puramente direcional, não tendo que tracionar nem suportar o peso da carga como os outros. Estes, além de suportar o peso, têm de transmitir tração e suportar velocidade de estrada. Alta durabilidade é fundamental para baixar os custos da frota.

Pneus fora de estrada (para tratores, jipes, picapes, caminhões) precisam basicamente de muita tração e características de autolimpeza (capacidade de não acumular terra nos gomos do pneu), para manter a capacidade de tração. São excelentes em terra, mas muito ruins em asfalto, pois têm pouca aderência em frenagens, são ruidosos e se desgastam facilmente. Existem pneus de uso misto, asfalto/terra, que reúnem boas características para ambos os casos, para os casos de uso esporádico na terra e contínuo no dia-a-dia, no asfalto.

Pneus de competição são um caso à parte pelo seu mercado restrito. Geralmente são mais largos e feitos de composto de borracha mais mole, para dar melhor aderência, em detrimento da durabilidade, pois se desgastam muito mais rápido.

Se a aplicação do carro não for especificamente de competição, esses pneus (geralmente caríssimos) não são adequados, apesar de muito bonitos. Pneus slick (sem ranhuras, totalmente lisos) então, além de totalmente inadequados para qualquer outro uso a não ser competição ou arrancada, são proibidos para uso normal em ruas ou estradas.

Certas pessoas compram pneus mais pelo desenho da banda do que pela finalidade, muitas vezes pagando um preço bem mais alto pela beleza, sem aplicação prática nenhuma. Já vi Fiat 147 com caros pneus Goodyear Eagle Ventura, ideais para chuva a mais de 120 km/h.

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CORREIO TÉCNICO

Qual a vida útil de um motor 1.8 AP da VW? Tenho um Logus 94 e o motor está soltando uma fumacinha.

Marcelo Nascimento (Bauru )

A vida útil de um motor depende muito do uso e da manutenção dada a ele durante sua vida. Normalmente um motor AP original tem em média vida útil de 200 mil quilômetros, desde que todas as trocas de óleo tenham sido feitas dentro do prazo estipulado, filtros trocados regularmente, motor usado dentro de sua faixa de rotação e nunca ter superaquecido. Existem motores de frota de táxi que alcançam médias maiores do que essa, mas são pouco solicitados, pois rodam em baixas rotações e são bem cuidados pelos seus motoristas. Agora, se for um motor judiado, sem manutenção, com a metade desta quilometragem, já abre o bico. No seu caso, verifique os anéis e vedadores de válvulas, comuns de darem desgaste nos AP 1.8 e que permitem a passagem de óleo do carter para a câmara de combustão, gerando esta fumacinha a que se referiu. Um abraço!

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Sugestões para a coluna e perguntas à seção Correio Técnico devem ser enviadas ao e-mail automerc@jcnet.com.br ou à redação do Jornal da Cidade, na rua Xingu, 4-44, Higienópolis. É obrigatório informar nome completo, RG, endereço e contato (telefone ou e-mail).

* Marcos Serra Negra Camerini é engenheiro mecânico formado pela Escola Politécnica da USP, pós-graduado em administração industrial e marketing e engenharia aeronáutica, com passagens como executivo na General Motors (GM) e Opel. Também é consultor de empresas e assina uma coluna na revista Quatro Rodas Nitro. Seu site é www.marcoscamerini.com.br.

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