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Apesar do esforço, Bauru só vacina 86%

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Show com banda, brincadeiras e até corte de cabelo gratuito não foram suficientes para chamar a atenção de pais de crianças menores de 5 anos em Bauru. Pela quinta etapa consecutiva, a meta de vacinação contra a paralisia infantil não foi cumprida em Bauru. Foram imunizadas 86,31% das crianças esperadas.

Eram aguardadas 25 mil crianças nos postos de vacinação espalhados pela cidade, mas apenas 22.314 compareceram, ou seja, 86,31%. A cidade não atinge o índice recomendado pelo Ministério da Saúde (95% das crianças menores de 5 anos) desde 2004. Nas duas últimas campanhas, realizadas em junho e agosto do ano passado, a imunização atingiu 88,7% e 90,23%, respectivamente.

Na análise da enfermeira do Departamento de Saúde Coletiva de Bauru Heloisa Ferrari Lombardi, os pais podem ter interpretado de maneira inadequada as indicações à vacina para não terem comparecido aos postos de imunização no percentual esperado. Uma pesquisa realizada no ano passado pela Secretaria Municipal de Saúde revelou que muitos pais acreditavam que os filhos não precisavam da vacina.

“As dúvidas eram principalmente sobre crianças com poucos dias de vida ou aquelas que estavam doentes”, exemplifica Lombardi.

Mas muitos pais que levaram seus filhos para receber a gotinha contra a paralisia ressaltaram a importância da imunização. Mauro Supriano, por exemplo, levou o filho Víctor, de 1 ano e meio, para vacinar pela segunda vez.Vanessa Rosa Sobral também levou a filha Ana Beatriz, 1 ano, para vacinar no Calçadão. "É importante porque previne", disse.

Apesar de estar com apenas 3 meses, Ana Clara também recebeu a gotinha. "É para o bem dela", disse a mãe, Glacimeire da Cruz. Entre as hipóteses para baixa cobertura vacinal em Bauru, estão também o aumento da imunização em clínicas particulares e uma tranqüilidade indevida com a ausência de casos da doença no Brasil.

Nas clínicas particulares, a imunização é feita com uma vacina chamada Salk - que protege a criança contra a doença, mas não tem a mesma ação da Sabin. A poliomielite não é registrada no Estado de São Paulo desde 1988. No Brasil, o último caso registrado foi um ano depois, na Paraíba.

Lombardi reforçou que a campanha terá continuidade, já que a meta não foi atingida. Os pais podem procurar os postos de saúde na segunda-feira para vacinar seus filhos menores de 5 anos.

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