Broxinha é antigo funcionário da Unesp desde os tempos em que a FEB funcionava na Vila Pacífico. Diz que veio ao mundo com uma única missão: a de inventar histórias. E cumpre exemplarmente a sua tarefa! Quando está junto com seu amigo de infância e colega de trabalho, o Rodrigo, ninguém agüenta. Um dos locais onde a dupla bate ponto é no Bar do Ditão, lá na Falcão, e onde costumam aprontar das suas. Dias atrás, conversavam e bebericavam quando chegou um amigo de infância, que não viam há muitos anos. Depois de conversarem, baterem papo, Broxa piscou para Drigg e a palhaçada começou.
- Ô Drigg... cê precisa dar um jeito naquele seu touro varador de cerca, hein!
- O santinho tá dando em cima das suas vacas, ô Broxinha?
- Cê tá, cara! O administrador não agüenta mais arrumar cerca!
- Tá faltando macho na sua propriedade, hein!
- Depois te falo onde tá faltando macho!
E a falsa discussão foi ficando acalorada, deixando preocupado Mário, que resolveu entrar na conversa com a finalidade de acalmar os ânimos.
- Vocês criam gado leiteiro ou de corte?
- De corte. O leiteiro dá muita mão-de-obra e não compensa, respondeu o Bró.
- Muitas cabeças?
- Perto de duas mil!
- Beleza, cara!
- O Drigg é seu vizinho?
- Esse cara me persegue...
Os insultos entre Bró e Drigg continuaram. Precavido, Mário se despediu e foi embora sem saber que a propriedade de Bró tem 1.500 metros quadrados e fica nas margens do rio Batalha. Do outro lado do rio, existe uma fazenda onde são criadas mais de duas mil cabeças de gado de corte, razão pela qual Broxinha sempre diz que está perto de duas mil cabeças...
Coisas de nosso amigo Bró...
Contada por Antonio Pedroso Júnior