O JC deste domingo, 18/6, na coluna “Tribuna do leitor”, publicou carta de Márcio M. Carvalho sobre as denúncias de um suposto caixa dois, da campanha eleitoral de Tuga/Purini em 2004, proporcionado por uma certa empreiteira de coleta de lixo. Sua preocupação, mais que louvável, é necessária em nome da justiça que está acima do que reivindica (“paz sobre Bauru”).
Porém, quando argumenta e defende uma apuração apenas pelo Ministério Público e, ainda, que o Judiciário seja o único a julgar, elimina o missivista o papel de um outro poder, o Legislativo, que por força de lei tem a obrigação de fiscalizar e, quando for o caso, investigar e julgar o agente público. Negar isso é tornar os casos dessa natureza um crime qualquer, como quiseram, e conseguiram, muitos dos mensaleiros da Câmara dos Deputados.
Além desse reparo cabe um outro. O autor, que parece não achar um pronunciamento do prefeito sobre o assunto importante, acaba cometendo o pecado que condena, julga as administrações dos “últimos 15 anos” indistintamente. Pelo menos uma delas, a do Tidei de Lima, de 1993 a 1996, tem números consolidados nos orçamentos municipais do período que a colocam entre as melhores que Bauru já teve. Uma pesquisa popular realizada pelo JC/Toledo Associados (69,5% de ótimo e bom), no final de 96, respalda a afirmação acima. Aliás, afirmações importantes devem sempre contar com o respaldo de fontes de informação fidedignas.
Nicanor Amaro Silva Neto