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Sem descanso, Seleção trabalha em ritmo lento

Folhapress
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Bergisch Gladbach - Os jogadores da Seleção Brasileira não ganharam folga após a vitória sobre a Austrália. Mas trabalharam em um ritmo bem mais lento, divididos em duas partes. Com exceção do goleiro Dida, os jogadores que iniciaram a partida de anteontem fizeram trabalhos de recuperação e relaxamento muscular no Castelo Lerbach, novo quartel-general do Brasil na Copa, na cidade de Lerbach.

O preparador físico Moraci Sant’Anna e os fisioterapeutas Luiz Rosan e Odir de Souza comandaram as atividades, que se revezaram entre a sala de musculação e a piscina.

Depois de uma treino físico puxado sob o comando do preparador Paulo Paixão, os reservas fizeram um rachão no campo do estádio SS90, bem no centro de Bergisch Gladbach, que fica a menos de 15 quilômetros de Colônia.

O técnico Carlos Alberto Parreira acompanhou todo o trabalho e depois teve longas conversas com alguns de seus auxiliares, enquanto esperava pelo ônibus que os levou de volta ao hotel.

Ao contrários dos últimos locais em que a Seleção esteve, a cidade não tem inúmeras bandeiras do Brasil nem centenas de pessoas nas ruas para ver os craques.

Cicinho

Antes de a Copa do Mundo começar, o lateral-direito do Real Madrid brincava, pedindo 15 minutos de fama ao titular Cafu. E o cartão amarelo recebido pelo capitão pode aumentar o tempo de Cicinho em campo.

Nas duas partidas que a Seleção Brasileira fez na Alemanha, todos os reservas se revezaram no aquecimento. Cicinho iniciou o trabalho aos sete minutos do segundo tempo, ficou ali ao lado do campo um tempão e depois sentou no banco.

“É que na Copa só podem aquecer três jogadores por vez”, explicou, antes de revelar uma brincadeira: “Meus amigos ficam mandando mensagem de sacanagem, dizendo: ‘Aí, Cicinho, aqueceu bastante’. Mas só de estar ali já é um prazer imenso para mim”, diz o jogador.

Aos 25 anos, o lateral-direito não quer esperar até a próxima Copa do Mundo para sentir o gostinho de entrar em campo em um Mundial. “Não adianta pensar a longo prazo. Sempre quero jogar. Agora, cabe a mim trabalhar e esperar a chance. O problema é que, na minha posição, tem simplesmente o melhor lateral do mundo”, comentou.

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