Muito antes do Brasil se tornar República, Petrópolis já chamava a atenção por ficar em lugar estratégico, entre Minas Gerais e a cidade do Rio de Janeiro. Em suas muitas viagens pelo País, Dom Pedro I se apaixonou por sua paisagem, adquirindo a Fazenda do Córrego Seco e repassando-a, mais tarde, a seu filho, Dom Pedro II.
A então fazenda ganhou um arrojado plano urbanístico, que resultou na fundação da cidade em 16 de março de 1843. Características desse projeto podem ser apreciadas ainda hoje, quando se caminha pelas ruas do Centro Histórico, antes sede da Fazenda Córrego Seco e em cujo coração encontra-se o Museu Imperial.
Assim como as demais cidades serranas, Petrópolis atraiu imigrantes alemães, italianos e portugueses, entre outros. Os alemães tiveram participação fundamental na construção da primeira estrada de ferro brasileira, inaugurada pelo Barão de Mauá em 1854, ligando o Porto de Mauá à Raiz da Serra, facilitando, assim, o acesso a Petrópolis.
Mesmo com a Proclamação da República e exílio da família imperial, Petrópolis soube manter seu prestígio e continua atraindo turistas de todas as partes. Reduto de artistas, intelectuais e nobres, a cidade oferece passeios agradáveis, praças e avenidas arborizadas e palácios ricamente decorados.
Lá, valem visitas o Museu Casa de Santos Dumont (rua do Encanto, 22), que foi residência de verão do aviador Alberto Santos Dumont; o Museu Imperial (rua da Imperatriz, 220), palácio construído em estilo neoclássico para ser residência de verão de Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina; Palácio Amarelo (praça Visconde de Mauá, 89); Palácio de Cristal (rua Alfredo Pachá, s/nº), em estrutura pré-moldada de ferro fundido; Relógio de Flores (rua Barão do Amazonas), localizado em frente ao prédio da Universidade Católica de Petrópolis; Rio Negro – Palácio dos Presidentes (avenida Koeler, 255); e Trono de Fátima (rua Bispo Dom José, s/nº).