O ajudante de vendas Donizete Baltazar da Silva, 33 anos, morreu afogado na madrugada de ontem, no rio Tietê, na chácara Santa Helena, município de Bariri, após o barco em que pescava com outros dois amigos acidentar-se.
Segundo o boletim de ocorrência registrado na polícia, Silva e os outros ocupantes da embarcação, denominados Vartão, que seria seu primo, e Alvino, conforme uma testemunha, caíram na água após o barco bater em uma das bóias de sinalização existente ao longo do trecho da hidrovia Tietê-Paraná.
Com o impacto da batida, os três caíram na água e Silva acabou se afogando. Os outros dois pescadores nadaram, agarram-se ao barco e gritaram por auxílio, sendo socorridos em seguida por uma embarcação que se encontrava nas proximidades.
O sargento Antonio Milani, do Corpo de Bombeiros de Jaú, que atendeu a ocorrência, informou que o corpo de Silva foi encontrado ontem de manhã, por volta das 9h, próximo ao local do afogamento, por amigos do ajudante de vendas. “Foi até algo inédito, pois o próprio pessoal que estava com ele passou um gancho pelo rio e acabou encontrando o corpo”, disse o policial.
Apesar de alegar ainda não ser possível determinar a causa do acidente que matou Silva, Milani enfatizou que a despreocupação com a segurança pode ter sido um dos agentes facilitadores da tragédia. “Nenhum deles utilizava o colete salva-vidas”, afirmou o bombeiro.
Além disso, ele acrescentou que as roupas que estavam usadas por Silva teriam dificultado sua locomoção na água após o tombamento do barco.
“Apesar dos familiares estarem muito abalados pela morte, eles disseram que ele sabia nadar. Mas as vestimentas que ele utilizava no momento do acidente certamente dificultaram sua movimentação no rio após ter caído, pois ele calçava um coturno e vestia calça jeans e blusas pesadas”, frisou Milani.
Diante das circunstâncias incomuns do afogamento - à noite e no inverno -, o bombeiro é taxativo ao recomendar o uso de coletes salva-vidas, principalmente no período noturno, em qualquer atividade que estiver sendo realizada em rios, como em pescarias. “Isso porque, no caso específico do ajudante de vendas, se ele estivesse com um colete salva-vidas, certamente ele flutuaria na água, mesmo se estivesse usando roupas pesadas”, orientou o bombeiro.