Regional

Pedágio reduz só em Dois Córregos

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

O valor do pedágio vai diminuir em algumas praças do Estado de São Paulo a partir do dia 1 de julho. Na região de Bauru, somente na praça de pedágio de Dois Córregos o preço será reduzido. As demais praças da região vão continuar a cobrar o mesmo valor. A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) divulgou, na semana passada, a tabela referente aos valores dos pedágios de 80 praças do Estado.

Segundo a assessoria de imprensa da Artesp, das 80 praças de concessão privada no Estado, apenas 13 delas deverão ter o valor da tarifa reajustado para baixo a partir do próximo mês.

Essas praças estão localizadas nos sistemas Anchieta-Imigrantes, Anhangüera-Bandeirantes e Castelo Branco. Elas são responsáveis pelo maior volume de tráfego rodoviário do Estado. Nos cálculos da Artesp, serão beneficiados cerca de 220 mil usuários que circulam mensalmente na região abrangida por estes sistemas.

Nas rodovias próximas a Bauru existem pelo menos seis praças de pedágio. Três delas são administradas pela Centrovias Sistemas Rodoviários S/A e outras três pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER). A concessionária Centrovias é responsável por praças de pedágios localizadas nas rodovias Comandante João Ribeiro de Barros e Engenheiro Paulo Nilo Romano, ambas SP-225. Um dos pedágios localiza-se no quilômetro 199, próximo a Jaú, outro no quilômetro 144, em Dois Córregos e outro no quilômetro 107, em Brotas.

O DER administra outras três praças de pedágios na região. Elas estão localizadas nas rodovias Marechal Rondon (SP-300) sendo que uma fica no quilômetro 367, no município de Avaí, outra no quilômetro 285, em Areiópolis, e outra no quilômetro 455, em Promissão.

Atualmente, a tarifa simples praticada no pedágio de Dois Córregos é de R$ 6,40. A partir do dia 1 de julho ela será reduzida em R$ 0,20, ou seja, passará para R$ 6,20.

Nos demais pedágios instalados em rodovias próximas a Bauru, o valor continuará a ser o mesmo praticado atualmente, inclusive nas praças controladas pelo DER. O estagnamento nos preços dos pedágios neste ano ocorreu porque o Índice Geral de Preços Médio (IGP-M), medido pelo governo, ficou negativo em 0,33%.

De acordo com a Artesp, além do índice específico acumulado no período de junho de 2005 a maio de 2006 calculado pelo IGP-M, uma série de fatores influenciou no cálculo de reajuste das tarifas.

A correção do valor do pedágio é baseada em fatores que levam em conta o conceito da tarifa quilométrica, que corresponde a um valor por quilômetro fixado pelo Estado (que leva em conta se a pista é simples, dupla ou sistema). Esse valor pode variar em função da extensão percorrida, da categoria das rodovias e dos próprios veículos.

O arredondamento de casas decimais (para menos ou para mais) nos aumentos praticados em anos anteriores também foi levado em consideração para determinar o reajuste deste ano.

Os valores divulgados pela Artesp passam a vigorar a partir do dia primeiro de julho deste ano e serão reajustados novamente dentro de 12 meses. Esta é a primeira vez, desde 1988 (quando o programa foi implantado) que o valor do pedágio não será aumentado. Vale lembrar que motocicletas estão isentas de pagar pedágios, automóveis pagam tarifa de passeio e ônibus e caminhões pagam pelo número de eixos.

Destino

A assessoria de imprensa da Artesp explica que o balanço financeiro do Programa de Concessões Rodoviárias (de maio deste ano) indica que 35% da arrecadação dos pedágios foram destinados a investimentos nas rodovias, 21% cobriram gastos operacionais, 22% amortizaram empréstimos e pagaram juros, 12% retornaram ao Estado (via pagamento do ônus das concessões) e 10% foram recolhidos em impostos diversos.

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