Tribuna do Leitor

O problema do cigarro


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No último sábado (24/6/06), eu e minha esposa nos dirigimos até as dependências do Sesc (aliás, ótimas dependências) para assistir ao espetáculo do grupo infantil “Steel Drums”, de Trinidad e Tobago. Confesso que sou bauruense e morador permanente de Bauru, mas por poucas vezes tenho freqüentado o Sesc. Através de amigos, parentes e pela mídia, só tenho ouvido e lido maravilhas sobre os espetáculos ali apresentados, bem como eles são tão bem organizados. Qual não foi a nossa surpresa enquanto aguardávamos o término da montagem final para o início do espetáculo. Percebemos e vimos várias pessoas fumando no local. Ao procurar alguém responsável ou que pudesse me esclarecer tal fato, fui informado por uma atenciosa e educada funcionária que “é permitido fumar naquelas dependências”. Como que não acreditando no que acabara de ouvir, voltei para junto de minha esposa, mas antes procurei por todas as paredes e colunas por onde passei e não encontrei nenhum aviso de “não fume” ou “é proibido fumar”.

Sabemos que o Sesc é uma entidade séria e voltada para o bem-estar sociocultural da comunidade e que em suas dependências pratica-se esporte, cultura e, principalmente, cidadania, práticas essas totalmente antagônicas a certos vícios, dentre eles o do tabagismo.

Sem contar que o espetáculo foi realizado em um local sem ventilação direta (quadra de esportes interna) e tinha em sua formação, segundo a divulgação, cerca de 17 crianças, e na platéia pouco mais de 150 pessoas, sendo que a maioria eram pessoas da terceira idade e crianças. Logo após o início do espetáculo, com nossos corações partidos e pulmões cheios de fumaça, fomos embora com a certeza de que o Dr.Walter Maierovitch está realmente certo ao dizer que “o Brasil precisa ser refundado”.

Edimauro de Andrade - RG. 8.727.442 e Dalva Barros de Andrade - RG 7.630.613

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