Tribuna do Leitor

Doutores da Alegria


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Venho relatar através dessa coluna um episódio muito triste pelo qual passou minha família no mês de maio. Esse episódio, no entanto, tem o seu lado de “alegria”. Minha querida neta foi acometida por uma doença ingrata (leishmaniose) e essa doença só insiste por aparecer porque pessoas que deveriam cuidar melhor de seus quintais e terrenos não o fazem. Também nossos administradores pecam, pois estes deveriam zelar melhor pela nossa cidade (me solidarizo com Priscila Sellir e André Luis, que escreveram nessa coluna em maio/2006). Após ser detectada, em meu bairro, a tão fatídica doença, até hoje não fizeram nenhum controle nas ruas e casas vizinhas afim de se descobrir o foco do mosquito. É certo que pessoas (como eu e você) estão expostos a contrair a tal doença.

Mas quero chegar no positivo desse acontecimento. Nas visitas que fazia a minha neta no hospital estadual, apesar do coração cheio de dor e angustia, pude conhecer bem que pessoas que se colocam a serviço do próximo, despertam nas crianças internadas ali. Eu podia acalentar o meu coração, apesar da tristeza e medo que percebia no fundo dos seus lindos olhinhos negros, o brilho da alegria ao relatar as visitas diárias que ela recebia dos Doutores da Alegria.

Passei então, de coração, a admirá-los e a rezar por eles, pois sei que a cada dia, após uma jornada de trabalho, ainda reservam algumas horas do dia a alegrar pessoas, como fizeram com minha neta e com outras crianças para que estas tivessem força e coragem para superar dias difíceis. Que os Doutores da Alegria tenham muita saúde, paz e alegria em suas vidas. Eu não ao conheço pessoalmente, mas os amo muito!

Maria da Graça M. Santos - RG 8.752.191

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