Houve um quadrangular numa capital da América do Sul em que a decisão do título ficou entre Flamengo e Botafogo. O jornalista João Saldanha, militante político de esquerda, então o técnico do Fogão, matreiro como sempre, ordenou ao massagista Adalberto que fosse dar uma espiada na concentração do rival.
Adalberto foi ao Hotel em que o Fla estava concentrado e voltou dizendo que o Fleitas Solich, técnico do Fla, ficava o tempo todo na portaria verificando todos os pedidos dos jogadores.
- Mas tem uma coisa curiosa, seu João. De meia em meia hora entra uma dúzia de guaraná. Não me consta que esta turma seja fanática pelo guaraná.
- Aí tem coisa! - declarou Saldanha.
E ordenou ao Adalberto que aprofundasse a investigação.
Resultado: enquanto o paraguaio Fleitas Solich candidamente lia jornal, bem diante de seus olhos passavam garrafas e garrafas do que ficou conhecido como “guaraná rubro-negro”, que tinha de tudo: vodca, uísque, pinga, mas de guaraná mesmo, que é bom, nada!
Enviada por Rui Bertoti