Bagdá - A explosão de um carro-bomba em um mercado de Bagdá, às 10h de ontem (3h da madrugada em Brasília), matou 66 pessoas e deixou 114 feridos.
O ataque foi o pior dos últimos três meses, segundo fontes da polícia e do Ministério do Interior, e ocorreu no dia seguinte a uma mensagem em que Ossama Bin Laden exortava a vingança contra tropas americanas pela morte de Abu Musab al Zarqawi, líder da Al-Qaeda no Iraque.
O carro-bomba explodiu num bairro pobre de maioria xiita da capital iraquiana, e as autoridades acreditam que o objetivo era atingir um carro da polícia. Na hora do ataque, o mercado estava cheio, e as barracas onde estavam alimentos e roupas ficaram completamente destruídas. Dentre os feridos, havia várias crianças e bebês.
De acordo com a polícia, 22 lojas e barracas foram destruídas, além de 14 veículos. Um grupo desconhecido de sunitas assumiu a autoria do ataque, dizendo se vingar de ataques xiitas. Em nota na Internet, o grupo, chamado “Apoiadores do Povo Sunita”, diz: “Vocês começaram e aqui respondemos à sua agressão”. A autenticidade da nota não foi comprovada.
Cerca de 3 mil detidos iraquianos foram libertados de prisões controladas pelos Estados Unidos, num plano de reconciliação nacional. Os EUA, que têm 12 mil iraquianos sob sua guarda, muitos sem acusação formal, querem soltar mais presos, segundo o embaixador americano Zalmay Khalilzad. O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, xiita, disse esperar que a libertação de sunitas enfraqueça a insurgência da facção, dominante durante o governo de Saddam Hussein.