Bairros

Faltam projetos de apoio em Bauru

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Sem incentivos, sem projetos. Apenas prédios velhos, esperando que o tempo acabe de derrubá-los. Diferente de cidades como Ouro Preto e São Vicente, Bauru patina na tentativa de proteger seus prédios históricos. A prefeitura não possui programas de incentivo à manutenção de locais tombados.

De acordo com Maria Helena Rigitano, coordenadora do plano diretor da cidade e ex-integrante do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Bauru (Condepac), havia um estudo do órgão que propunha abatimentos no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para proprietários de imóveis tombados, que zelassem pela conservação das áreas. “Mas a proposta acabou não avançando”, afirma.

Henrique Perazzi de Aquino, presidente do Condepac, confirma a ausência de apoios à conservação de imóveis tombados. “Decisões como esta, de redução no IPTU, demoram para ser aprovadas”, diz ele.

Se o imóvel estiver sob controle de alguma entidade que tenha interesse pela conservação do local, as chances de preservação serão grandes. É o caso da Igreja de Santa Teresinha, localizada na praça Rodrigues de Abreu, que está sendo reformada com recursos arrecadados pela Lei de Federal de Incentivo Cultural, a Lei Rouanet.

Na rua Batista de Carvalho os estado de conservação das instalações dos imóveis tombados até é boa, só que a maioria está bastante desfigurada. O sobrado da quadra 4, por exemplo, convive com uma loja de roupas na parte térrea.

Um grande letreiro de metal colocado pelo estabelecimento e uma estrutura existente no calçadão encobrem totalmente a relevância histórica e arquitetônica da construção. Algo semelhante ocorre em edifícios da rua 1º de agosto, como a antiga Farmácia Popular, que possui um bar na parte de baixo, e o Prédio Abelha, espremido entre lojas de departamento.

Segundo a historiadora Terezinha Zanlochi, da Universidade do Sagrado Coração (USC), a falta de políticas públicas específicas dificultam a tarefa de conservação do patrimônio.. “Seria importante que, além de zelar pela preservação, o poder público pudesse direcionar suas ações para a manutenção e o restauro das áreas tombadas”, defende.

Comentários

Comentários