Itapuí – Cerca de 26 profissionais de Itapuí (44 quilômetros de Bauru) integrantes do Programa Saúde na Família estão cumprindo aviso prévio depois que a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) comunicou que não pretende renovar o convênio com a prefeitura, que termina no dia primeiro de julho.
A entidade enviou um ofício para o prefeito José Gilberto Saggioro (PPS) no dia 3 de abril avisando que por “motivos administrativos” não tem mais condições de manter o Programa Saúde na Família (PSF) da qual era responsável deste 2001.
Um dos motivos alegados pela Apae seria o atraso no pagamento de salário dos profissionais que atuam no programa e que isso poderia prejudicar a imagem da entidade, já que ela depende do repasse de verbas.
Segundo a diretora de Saúde do município, Deise Maria Raduan Simão, 26 profissionais que atuam no programa estão cumprindo aviso prévio deste o início deste mês. São dois médicos, dois enfermeiros, quatro auxiliares de enfermagem e 18 agentes comunitários de saúde.
A diretora explica que já estão sendo feitos contatos com outras entidades para que o programa continue a funcionar. De acordo com ela, a prefeitura tem prazo de 90 dias para decidir quem coordenará o PSF, mas espera ter uma definição sobre o assunto ainda este mês.
Para que a Apae administrasse o PSF, o Ministério da Saúde (MS) repassava mensalmente cerca de R$ 18,5 mil à entidade e a prefeitura, em torno de mais R$ 10 mil como contrapartida.
A diretora de Saúde explica que o programa será reorganizado, inclusive com a implantação de mais uma equipe. Atualmente existem duas equipes que atendem toda a cidade.
De acordo com Simão, a implantação de uma terceira equipe é necessária porque a cidade tem cerca de 11 mil habitantes e cada grupo está atuando acima do limite permitido pelo Ministério da Saúde, fixado em 4.500 habitantes por equipe.
“O que nós queremos é que o programa atue como é preconizado pelo Ministério da Saúde porque, infelizmente, em Itapuí a gente não tem conseguido fazer com que o programa alcance os resultados que são recomendados”, comenta.
Segundo a diretora de Saúde, o município também conseguiu uma verba do governo estadual de cerca de R$ 70 mil que será utilizada para a implantação de um novo Posto de Saúde no bairro Mar Azul, localizado em uma região carente da cidade.
“É uma população carente e que realmente tem graves problemas de saúde, daí a necessidade de haver uma unidade de saúde nesse bairro”, explica.
Ela garante que o PSF não vai acabar e que já está conversando com algumas entidades para determinar o novo local para alojar o programa. “O programa é fundamental e não vai acabar. O que a prefeitura vem fazendo junto com a Procuradoria Jurídica do município é procurar outro local para alojar o programa”, afirma.