Frankfurt - Após a eliminação da Copa do Mundo-2006, alguns jogadores da Seleção Brasileira já estão pensando na renovação da equipe. É o caso do lateral-direito reserva Cicinho. “O que almejo é ser o titular da Seleção a partir de agora”, disse na manhã de ontem, antes de deixar a concentração.
Cicinho explicou que não teve a esperança de se tornar titular durante o Mundial, uma vez que o titular Cafu tinha a confiança de Parreira e era o capitão do time. “Desde que cheguei, nunca pensei que seria o titular. Meu grande objetivo era jogar pelo menos uma partida e jogar bem. E acho que consegui isso”, disse em referência ao jogo contra o Japão - vitória por 4 a 1 e melhor atuação da Seleção Brasileira na Copa -, pela terceira rodada da primeira fase.
Como destaque, o lateral participou diretamente do gol de empate do Brasil, no finalzinho do primeiro tempo, na assistência para o gol de Ronaldo. Além da assistência, o ala do Real Madrid fez uma bela exibição, que o credenciou a entrar no segundo tempo do confronto com a França antes mesmo de Robinho.
Em entrevista concedida ontem, no hotel, o técnico Carlos Alberto Parreira revelou que Cicinho foi mesmo uma aposta da comissão técnica para tentar mudar o panorama da partida com os franceses. “A gente achava que o Cicinho, coitado, iria entrar e resolver”, disse o treinador.
Mineiro
Último convocado para a Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo - foi chamado para a vaga de Edmílson, que foi cortado - e um dos quatro jogadores do time que não atuaram na competição (o goleiro Júlio César e os zagueiros Cris e Luisão foram os outros), o volante Mineiro disse hoje que não era essencial para a equipe.
“O Brasil tinha plenas condições de conquistar o título sem o Mineiro. Apesar de não ter conquistado o título, (a Copa) foi uma grande experiência para mim”, afirmou o jogador, o único a falar com a imprensa antes do embarque do elenco no aeroporto de Frankfurt.