Marília - O Hospital das Clínicas (HC) de Marília (100 quilômetros de Bauru) encerrou as internações em uma das duas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para ajudar a conter o déficit nas contas, que gira em torno de R$ 1 milhão ao mês.
Segundo a assessoria de comunicação do HC, o repasse de R$ 2,2 milhões do Sistema Único de Saúde (SUS) não é suficiente para cobrir os gastos do hospital. Desse total, cerca de R$ 1,2 milhão é gasto apenas com a folha de pagamento. Outros R$ 700 mil são utilizados em insumos e medicamentos.
Para tentar conter o déficit, a direção do HC resolveu fechar provisoriamente uma das duas UTIs instaladas no hospital. Cada uma delas possui 12 leitos, ou seja, um total de 24 camas. Com o fechamento provisório de uma delas, agora os pacientes poderão contar com apenas 12 leitos.
Para evitar uma “bola de neve” nas dívidas, a direção do hospital tomou a medida até que uma solução para a crise seja encontrada.
A decisão de diminuir o número de leitos foi tomada porque a UTI é um dos setores mais caros do hospital. A assessoria do HC explica que já aconteceu de um único paciente custar cerca de R$ 100 mil ao hospital e o SUS pagar apenas 15% do custo.
A verba de cerca de R$ 2,2 milhões é repassada para o HC através da Faculdade de Medicina de Marília (Famema) que, por sua vez, recebe o dinheiro da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia. A Famema, além do HC, administra o Hospital Materno Infantil, o Hemocentro e o Ambulatório Mário Covas.
De acordo com a assessoria do HC, também está havendo uma sobrecarga de atendimentos no Pronto-Socorro (PS) do hospital, que centraliza os atendimentos de urgência e emergência da cidade e região.
Com capacidade prevista para 3 mil atendimentos, hoje o PS é obrigado a atender cerca de 11 mil pacientes por mês.
A direção do hospital iniciou conversação com e Secretaria Municipal para evitar que os casos que não sejam de urgência e emergência não sejam atendidos no pronto-atendimento da cidade.
A direção do HC, segundo informou a assessoria de comunicação, aguarda para esta semana a chegada de um grupo de técnicos da Secretaria de Ciência e Tecnologia que deve fazer uma visita à unidade para avaliar a situação e propor soluções para o problema.