No próximo mês será realizado no Brasil o 3.º Simpósio Internacional de Noz Macadâmia na cidade de Águas de São Pedro, em São Paulo. O evento será patrocinado pelos três maiores produtores da noz no País. Entre eles a empresa QueenNut, de Dois Córregos, maior processadora do produto no Brasil.
O evento está sendo organizado pela Associação Brasileira de Noz Macadâmia (ABM) com o apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) e da Prefeitura de Dois Córregos, além de três grandes produtoras de macadâmia no País.
O simpósio será realizado entre os dias 28 a 30 de agosto no Grande Hotel Águas de São Pedro. Segundo a organização do evento, cerca de 300 pessoas envolvidas em produção, pesquisa e mercado, originárias de cerca de 20 países, são esperadas para o simpósio.
Atualmente, o Brasil ocupa o sétimo lugar entre os maiores exportadores de noz macadâmia do mundo. São cerca de 160 agricultores no País, sendo que, desse total, em torno de dois terços deles estão localizados no Estado de São Paulo. Mas a expectativa é de que em quatro anos o País ocupe a quarta posição entre os maiores produtores.
Segundo o presidente da ABM, José Eduardo Mendes de Camargo, este ano a produção de macadâmia está crescendo em torno de 15%, se comparado com o ano anterior, e o País é responsável por 3% da produção mundial da noz.
Apesar disso, o pomar brasileiro de árvores produtoras da noz representa uma porcentagem maior. “O pomar do Brasil é correspondente à 10%, porque nós temos pomares jovens”, explica Camargo, ressaltando que a árvore produtora da noz é centenária e leva alguns anos para começar a dar o fruto.
De acordo com Camargo, um produtor gastaria hoje pouco mais de US$ 1.000 por hectare para investir no negócio, que terá retorno, em média, entre oito e dez anos. “Para acelerar o retorno do investimento, muita gente está fazendo a produção consorciada com o café, principalmente na região de Minas Gerais”, explica, lembrando que se trata de um investimento a longo prazo.
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Dois Córregos
As três maiores indústrias de macadâmia do Brasil, segundo José Eduardo Mendes de Camargo, presidente da Associação Brasileira de Noz Macadâmia (ABM), são a Coopmac, do Espírito Santo, a Tribeca, do Rio de Janeiro, e a QueenNut, de Dois Córregos. Todas exportam cerca de 90% do seu produto para países como os Estados Unidos, Alemanha e Japão.
A cidade de Dois Córregos é considerada a maior processadora industrial da noz no Brasil e a terceira em produção agrícola, segundo o presidente da ABM. Camargo acredita que a médio prazo (10 anos), o Brasil possa estar entre os maiores do mundo.
“Em um horizonte de 15 para 20 anos, o Brasil tem tudo para chegar entre os dois maiores produtores porque o País tem condição de terra, clima e já tem conhecimento e a respeitabilidade. A própria vinda desde pessoal, dos grandes pesquisadores, já indica que se enxerga no Brasil um potencial muito grande”, comemora Camargo.