A empresa QueenNut, de Dois Córregos, de propriedade da família de José Eduardo Mendes de Camargo, presidente da Associação Brasileira de Noz Macadâmia (ABM), está se preparando para lançar no mercado interno a noz torrada e salgada com sabores diversos.
A noz macadâmia torrada e salgada é utilizada, em sua maior parte, como aperitivo. Mas, segundo Camargo, também tem sido adotada como recheio de bombons e para fazer cookies, pastas e na indústria de cosméticos.
O óleo da macadâmia, que ainda não é produzido no País, é considerado pelo Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos como um possível redutor de colesterol. “Todo ano estão se abrindo novas utilidades terapêuticas a ponto de a FDA, há três anos, emitir um parecer de que o consumo de cerca de 30 gramas de nozes diárias, em geral, sinaliza a redução de índice de colesterol no ser humano”, explica Camargo, ressaltando que as pesquisas ainda estão em andamento, mas são promissoras.
O diretor da ABM espera que o potencial econômico que a noz macadâmia pode trazer ao País seja enxergado por órgãos do governo. “Para que isso ocorra é importante que haja a adesão de institutos de pesquisas, que haja sensibilidade da Secretaria da Agricultura, do Ministério da Agricultura, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e das universidades. Eles precisam dar apoio através de pesquisas sobre adubação, irrigação, estudo de novas variedades (de noz) e apoio tecnológico”, conclui, lembrando que a Embrapa estará presente ao 3.º Simpósio Internacional de Noz Macadâmia no próximo mês e poderá conferir o potencial deste agronegócio.