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Paraguai suspende frango do Brasil

Folhapress
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Assunção - O Paraguai decidiu suspender “temporariamente” a importação de aves e subprodutos do Brasil devido à confirmação de um foco da doença de Newcastle no Rio Grande do Sul. Segundo o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Animal (Senacsa), a medida tem como objetivo garantir a saúde avícola paraguaia, que está livre da doença desde 1997.

O Japão já havia restringido anteontem as compras do frango brasileiro, mas somente para uma área de 50 quilômetros do local onde foi encontrado o foco. Por isso, as exportações brasileiras não deveriam ser afetadas. O Brasil descobriu na última semana o primeiro caso da doença de Newcastle em cinco anos na cidade gaúcha de Vale Real, localizada a 90 quilômetros de Porto Alegre.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef), a descoberta do foco não deveria levar à suspensão de importações brasileiras porque a cidade não está próxima de grandes centros produtores de frango.

A associação afirmou, entretanto, que a ocorrência do foco mostra a necessidade de liberação de recursos “em caráter emergencial” para a prevenção da gripe aviária e para o controle da doença de Newcastle.

A doença existiu no Brasil durante mais de 50 anos, mas seu último caso havia sido registrado em abril de 2001. A enfermidade ataca o sistema respiratório das aves e, por esse motivo, chega a ser confundida com a gripe aviária.

Segundo a Abef, o país é o maior exportador mundial de frango e vendeu US$ 3,5 bilhões para 150 países em 2005, um crescimento de 35% em relação ao ano anterior. Em 2006, entretanto, as exportações de frango já vinham registrando queda devido à gripe aviária, que reduziu o consumo do produto principalmente em países já atingidos pela doença.

De acordo com o diretor do Departamento de Defesa Animal do Ministério da Agricultura, Jamil Gomes de Souza, suspeitas de um novo foco da doença surgiram no dia 2 de maio, mas só foram confirmadas nesta semana.

Exames realizados no Laboratório Nacional Agropecuário de Campinas confirmaram 17 casos da doença em aves de uma pequena propriedade rural de Vale Real. Os animais seriam usados para consumo próprio, uma vez que a propriedade não atende frigoríficos e nem faz parte da cadeia produtiva do setor industrial. Segundo o ministério, as aves da propriedade apresentavam andar cambaleante, diarréia branca e redução do consumo de água e alimentos.

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