Foi-se o tempo do romantismo, do glamour que envolvia às pessoas, das paixões que reinavam nos sentimentos, enfim, uma época dourada. Hoje vejo o namoro dos jovens (na maioria) superficiais, sem aquele comprometimento, sem ser correspondido mutuamente. É sabido de todos que, dos anos 80 para cá, houve uma evolução na classe feminina com a emancipação da mulher estar agora se profissionalizando tanto quanto o homem e, conseqüentemente, adquirindo sua independência financeira na busca pelo seu espaço.
Com isto, as jovens estão cada vez mais nas badalações, curtindo muito a agitada vida noturna, procurando cada vez mais pessoas para se conhecerem intimamente. Li uma matéria na internet que sintetiza bem a evolução destes tempos modernos.
Diz que os jovens não se contentam mais em só “ficar”, pois a regra agora é o “namorix”, ou seja, se relacionam com uma, duas ou três pessoas ao mesmo tempo, sem, contudo, assumir qualquer comprometimento com o namoro. O sentimento deixa de existir e passam as pessoas a configurar como números. Me lembro de uma música que diz: "...eu sou de ninguém/ e sou de todo mundo/ e todos me querem também". Infelizmente, esses jovens (não todos, claro) procuram dar vazão aos seus impulsos hormonais, não percebendo que estão aumentando cada vez mais o índice de aborto ou de uma gravidez indesejada.
Como se isto não bastasse, ficam ainda as sequelas emocionais como solidão, consumo de bebidas e até de drogas. É necessário valorizar a vida, qualificar o nosso existir, e se não houver este comprometimento mútuo de coração para coração, não vai existir sentimento e sim “azaração”.
Jovens, não percam o sentido da disciplina, o valor da honra e principalmente a alegria do viver e ser feliz, respeitando o sentimento de cada um. Vocês são a mola propulsora para fazer desta nação um país cada vez melhor.
Paulo Roberto dos Santos - RG 12.172.522